Expansão da Copa traz mais histórias de família A Copa do Mundo de 2026 promete ser um marco histórico, não apenas pela expansão para 48 seleções e o formato inédito em três países sedes (México, Canadá e Estados Unidos), mas também pelas fascinantes histórias que o futebol é capaz de proporcionar. Pela primeira vez, sete pares de irmãos estarão em busca do título máximo do esporte, dividindo a mesma paixão, mas nem sempre a mesma camisa. Companheiros de seleção: A união que brilha em campo Algumas famílias terão o privilégio de ver seus membros competindo lado a lado. É o caso dos irmãos Hernández da França. Theo e Lucas, ambos laterais esquerdos, já demonstraram sua sintonia em campo. Na Copa do Catar, Lucas iniciou como titular, mas uma lesão abriu caminho para Theo, que completou a campanha da França. Outra dupla que compartilha o sonho é a dos irmãos Bacuna, Leandro e Juninho, que lideram a seleção estreante de Curaçao. Nascidos na Holanda, eles optaram por defender as cores do país de origem de sua família, com Leandro atuando como capitão e Juninho seguindo seus passos. Em Cabo Verde, Deroy e Laros Duarte, também nascidos na Holanda, vestem a mesma camisa, jogando juntos no futebol húngaro após se formarem nas categorias de base do Sparta. Rivais em campo: O destino os separou, mas a bola os une Para outros irmãos, a Copa do Mundo será um palco de rivalidade. Os irmãos Doué protagonizaram um emocionante amistoso entre França e Costa do Marfim. O mais novo, atacante do PSG, defendeu a França, enquanto o mais velho, lateral do Strasbourg, optou por jogar pelo país de origem da família, a Costa do Marfim. O confronto terminou com a vitória africana, e o gol de Guéla Doué foi comemorado com uma provocação à federação francesa. Os irmãos Williams, Iñaki e Nico, do Athletic Bilbao, também vivem essa dualidade. Enquanto Iñaki representa Gana, terra de seus pais, Nico joga pela Espanha, onde nasceu. Ambos já disputaram o mundial de 2022 por suas respectivas seleções. John e Harry Souttar seguem um padrão semelhante: John defende a Escócia, enquanto Harry joga pela Austrália, país de origem da família. E para fechar a lista de rivais, os irmãos Brian Brobbey, da Holanda, e Derrick Luckassen, de Gana, ambos nascidos em Amsterdã, representam nações diferentes, com Derrick herdando o sobrenome da mãe e escolhendo defender o continente africano. Um espetáculo familiar para a Copa 2026 A Copa do Mundo de 2026 se anuncia como um evento de proporções épicas, e essas histórias de irmãos que se tornam rivais ou companheiros de seleção adicionam um tempero especial à competição. A união familiar em campo ou o duelo entre irmãos promete cativar o público e reforçar o poder do futebol em unir e, por vezes, separar corações em nome de uma paixão nacional.