Superando desafios após a série icônica Emilia Clarke, a inesquecível Daenerys Targaryen de Game of Thrones, compartilhou em uma homenagem no evento Power of Women London, da revista Variety, detalhes íntimos de sua jornada como sobrevivente de duas hemorragias cerebrais. A atriz revelou que os incidentes ocorreram quando ela tinha 22 e 24 anos, coincidentemente nas mesmas épocas em que filmava a primeira temporada da aclamada série da HBO e estreava na Broadway, respectivamente. O corpo que não mentia: fadiga e ansiedade pós-hemorragia A recuperação, segundo Clarke, foi um processo complexo e muitas vezes solitário. Mesmo após superar os danos mais agudos, a atriz sentia que seu corpo ainda não estava completamente curado. Ela descreveu uma fadiga extrema, desregulação hormonal e ansiedade intensa, sintomas que, em sua visão, eram negligenciados ou atribuídos à pressão da indústria do entretenimento. Quebrar uma costela, desmaiar após longas filmagens noturnas e dores generalizadas foram experiências que ela inicialmente não buscou investigar a fundo, tamanha a sua dedicação ao trabalho. SameYou: uma fundação para guiar a recuperação cerebral Diante da complexidade das sequelas e da falta de orientação para pacientes com lesões cerebrais, Emilia Clarke, ao lado de sua mãe Jenny, fundou em 2019 a organização sem fins lucrativos SameYou. O objetivo da fundação é oferecer suporte físico e mental, além de respostas e orientação para aqueles que passam pelo processo de recuperação de uma lesão cerebral. "A recuperação é tão importante quanto a sobrevivência. As pessoas precisam de orientação. Precisam de respostas. Precisam de apoio físico e mental", enfatizou a atriz. Quebrando o tabu: lesões cerebrais e o estigma Clarke fez um paralelo entre a incompreensão e o estigma em torno das lesões cerebrais e a situação do câncer há um século. "Costumo comparar as lesões cerebrais de hoje com a situação do câncer há um século: incompreendida, estigmatizada e escondida", afirmou. Sua fala ressalta a importância de trazer à luz essas condições, promovendo o diálogo e o apoio necessários para que os sobreviventes possam se reabilitar plenamente.