ONS Aciona Plano de Gestão de Excedentes pela Primeira Vez O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tomou uma medida inédita neste domingo (data específica não informada na fonte) ao acionar, pela primeira vez, o plano para gestão de excedentes de energia do sistema nacional. A decisão surge em resposta a uma combinação de fatores: a forte produção de energia solar em telhados de residências e empresas, aliada a um consumo reduzido devido às temperaturas amenas, à natureza de domingo (com menor demanda industrial e comercial) e a um feriado prolongado. O Desafio da Geração Distribuída e a Baixa Demanda Em dias de alta irradiação solar e temperaturas mais baixas, a demanda de energia tende a cair. Simultaneamente, a contribuição da micro e minigeração distribuída, como a energia solar fotovoltaica instalada em telhados, atinge níveis elevados. Essa coincidência pode levar a uma demanda líquida muito baixa no sistema elétrico. O problema reside no fato de que essa grande quantidade de geração, proveniente de fontes renováveis e descentralizadas, não é totalmente controlável pelo ONS. Isso, somado à baixa capacidade de inércia, controle de frequência e tensão, compromete a segurança e a estabilidade da operação do sistema. Risco de Colapso e a Necessidade de Intervenção Uma situação emblemática desse cenário ocorreu no Dia dos Pais do ano passado, quando o sistema elétrico esteve próximo de um colapso momentâneo devido ao excesso de geração solar e à dificuldade do operador em gerenciar essas fontes. Para evitar novos incidentes, o ONS já havia solicitado previamente a redução da geração em grandes usinas centralizadas, que estão sob sua responsabilidade, como as hidrelétricas. No entanto, essa medida se mostrou insuficiente, forçando a implementação do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Corte de Pequenas Usinas: Uma Medida Drástica e Necessária Como resultado da ativação deste plano, o ONS solicitou às distribuidoras que reduzissem a geração em suas áreas de concessão. Uma vez que o operador não tem controle direto sobre essas fontes, a medida impactará usinas de pequeno porte conectadas diretamente à rede de distribuição. Isso inclui Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e instalações eólicas e solares de menor escala. O ONS reafirmou que continuará monitorando e coordenando as ações no sistema, gerindo os recursos disponíveis de acordo com a demanda e mantendo o compromisso com a segurança e a eficiência do sistema elétrico nacional, em conformidade com os procedimentos vigentes.