Encontro na Casa Branca O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro na Casa Branca na semana passada, que as empresas brasileiras fossem poupadas de tarifas impostas pelo governo americano. A declaração foi feita nesta terça-feira (28) em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte. Argumentos pela isenção e futuro da relação bilateral Durante a conversa com Trump, Flávio Bolsonaro argumentou que o agronegócio brasileiro é fundamental para alimentar o mundo e que não seria justo taxar as empresas do país. Ele também destacou o potencial do etanol como energia limpa e defendeu a valorização da tecnologia nacional. O senador sugeriu que uma futura eleição da direita no Brasil em 2027 poderia abrir caminho para uma relação mais próxima e de negociação de igual para igual entre os dois países, com ampliação da cooperação em temas econômicos como agronegócio, Pix e etanol. Combate ao crime organizado na pauta Além das questões econômicas, Flávio Bolsonaro afirmou ter discutido com Donald Trump a atuação de facções criminosas brasileiras. Um dos pedidos apresentados ao presidente americano foi o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Dias após o encontro, o governo dos EUA anunciou a classificação das duas facções nessa categoria, o que pode facilitar a cooperação internacional no combate ao crime. Tarifas ainda dependem de decisão final Apesar do pedido do senador e da conclusão da investigação comercial pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras com exceções, a decisão final sobre a imposição dessas tarifas ainda cabe a Donald Trump.