Discurso em Buenos Aires O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou em um evento conservador em Buenos Aires, Argentina, neste domingo (26). Durante sua fala, proferida em espanhol, o parlamentar abordou a questão do crime organizado no Brasil, traçando paralelos entre facções nacionais e organizações como o Hezbollah e o Irã. Ele também declarou que, caso eleito presidente em 2027, o governo federal buscará um forte alinhamento com o Estado de Israel. "A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão do que nunca da Argentina e de todos os nossos vizinhos. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel", afirmou Flávio Bolsonaro. Associação com terrorismo e crime organizado O senador reforçou seu apoio à classificação de facções brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, ecoando uma posição já adotada pelos Estados Unidos. Ele descreveu a influência do crime organizado em diversas regiões do Brasil, onde, segundo ele, "quem manda, na prática, é o crime organizado". "Dezenas de milhões de pessoas vivem em lugares onde há toque de recolher imposto pelo narcotráfico. Onde é proibido chamar a polícia. Onde se paga taxa de proteção para sobreviver. [...] Isso não é criminalidade comum. Isso é um Estado paralelo, armado, que aterroriza dezenas de milhões dos meus compatriotas. Isso é terrorismo", declarou. Flávio Bolsonaro também mencionou o atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, atribuído ao Hezbollah e financiado pelo Irã. Ele alegou que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio de inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções no Brasil, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas. Alinhamento com a direita nas Américas O senador destacou o que percebe como um movimento de alinhamento de governos e líderes conservadores na América Latina, citando exemplos como Donald Trump (EUA), Javier Milei (Argentina) e Nayib Bukele (El Salvador). Este último foi apresentado como um modelo a ser seguido pela sua suposta eficácia no combate ao crime. "Nós, brasileiros, olhamos esse mapa hoje com um pouco de inveja. Porque, enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda continua preso ao passado. Nós somos a peça que falta nesse mapa. E venho aqui dizer, em alto e bom som: em outubro, isso muda! Em outubro, o Brasil entra nessa onda. O Brasil será o próximo — pois eu serei o novo presidente do Brasil!", concluiu Flávio Bolsonaro. Convite e organização do evento Flávio Bolsonaro informou que foi convidado para o evento pelo presidente da Israel Allies Foundation, Josh Reinstein, a quem chamou de amigo.