Nova Estratégia de Comunicação em Cena O pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, tem enfrentado as repercussões de sua recente visita a Donald Trump e seus assessores nos Estados Unidos. Embora tenha celebrado a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo americano, o senador se viu em meio a uma polêmica após Washington propor novas tarifas sobre importações brasileiras. O desdobramento, apelidado jocosamente de “tariflávio” por aliados de Lula, forçou Flávio Bolsonaro a emitir uma carta ao Secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, e a reavaliar sua comunicação. Escândalo Financeiro e Mudanças na Equipe Paralelamente, a divulgação de diálogos envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master, cobrando milhões para financiar o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, intensificou a crise. O senador já havia demitido membros de sua equipe de comunicação e prometido uma auditoria sobre os valores desembolsados para a produção cinematográfica, ligada a uma fraude financeira. Essa situação adicionou pressão à sua imagem pública. Defesa da Soberania e Ataques a Lula Em entrevistas recentes, Flávio Bolsonaro tem articulado uma nova tática para reverter a narrativa dominante. Diante das críticas de que sua visita à Casa Branca visava ofuscar sua ligação com o caso do filme e resultou em prejuízos para o Brasil, o senador agora argumenta que é o presidente Lula quem precisa “devolver” a soberania a milhões de brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo tráfico. A preocupação de que a ação americana contra facções criminosas pudesse levar a operações militares secretas em território nacional também é usada para direcionar a crítica ao governo atual. Reação à Interferência e Tarifas O coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, também partiu para a ofensiva. Ele classificou como interferência externa a declaração do ex-ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que solicitou apoio à democracia brasileira ao governo dos EUA em 2022. O senador busca se desvencilhar da proposta de tarifas, declarando-se “à disposição para evitar que empresas brasileiras sejam tarifadas”. Com a orientação de uma nova equipe de marketing político, Flávio Bolsonaro tenta transferir a responsabilidade sobre os atos de Trump ao presidente Lula e se posicionar como defensor dos interesses brasileiros diante de possíveis consequências econômicas negativas.