Brasil enfrenta gargalo na produtividade econômica, afirma chefe do BC O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, destacou nesta terça-feira (3) que a baixa produtividade é um dos principais desafios para a economia brasileira. Segundo ele, essa deficiência tende a pressionar o aumento de preços e, consequentemente, os efeitos da política monetária. Apesar de o país apresentar crescimento econômico, renda em patamar histórico e desemprego em mínimas, Galípolo ressaltou a necessidade de entender como o Brasil pode prosperar com cadeias globais de valor sustentadas por ganhos de produtividade. Inteligência Artificial como motor de eficiência Em sua participação remota no evento "Gilmarpalooza", Galípolo apontou a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA) nas cadeias produtivas como uma das vias para alcançar esses ganhos de eficiência. Ele expressou a expectativa de que essas ferramentas tecnológicas possam auxiliar na melhoria da produtividade, o que, por sua vez, exerceria menor pressão sobre a inflação. O presidente do BC frisou que, embora o Brasil ainda não esteja totalmente integrado a esses avanços, a tendência é que essa conexão se fortaleça. Contexto do "Gilmarpalooza" A declaração de Galípolo ocorreu durante o painel "Os rumos da economia brasileira: reflexões internacionais", parte do Fórum de Lisboa. O evento, organizado anualmente pelo ministro decano do STF, Gilmar Mendes, em Portugal, reúne autoridades, juristas, políticos e acadêmicos, com foco em debates sobre direito, economia, democracia e políticas públicas, principalmente entre representantes do Brasil e da Europa. A edição deste ano acontece entre os dias 1º e 3 de junho.