Em um movimento estratégico para reforçar a segurança nacional e a resiliência industrial, o governo do ex-presidente Donald Trump anunciou, em um período de três dias, compromissos de empréstimo totalizando US$ 1,25 bilhão. O objetivo principal é impulsionar a cadeia doméstica de processamento de terras raras nos Estados Unidos, um conjunto de elementos essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como ímãs permanentes utilizados em equipamentos de defesa, veículos elétricos e turbinas eólicas. Apoio a Elos Críticos da Cadeia Produtiva Os anúncios foram feitos pelo Escritório de Capital Estratégico, ligado ao Departamento de Guerra dos EUA, que tem como missão mobilizar capital para setores considerados vitais. Na terça-feira, dia 16, foi firmado um compromisso de empréstimo condicional de US$ 500 milhões com a Phoenix Tailings. Este valor, somado a capital privado, deve viabilizar cerca de US$ 1 bilhão em investimentos para expandir a produção de metais críticos e a construção de uma nova unidade de separação e metalização de terras raras. A Phoenix Tailings opera atualmente unidades em Massachusetts e New Hampshire, focando no elo intermediário entre a extração mineral e a produção de ímãs. Energy Fuels Amplia Participação no Setor Dois dias depois, na quinta-feira, dia 18, o Departamento de Guerra anunciou um novo compromisso, desta vez de US$ 725 milhões, com a Energy Fuels. Embora historicamente conhecida pela produção de urânio, a empresa está expandindo suas operações para o processamento de terras raras em sua unidade White Mesa Mill, em Utah. Este investimento visa fortalecer a capacidade de separação e metalização, abordando um gargalo identificado na indústria ocidental. Estratégia para Reduzir Dependência da China Os recursos anunciados são condicionais e ainda dependem do cumprimento de exigências financeiras, legais e técnicas pelas empresas. No entanto, os comunicados oficiais enquadram esses investimentos como uma prioridade de segurança nacional. A expansão da capacidade doméstica de processamento é vista como crucial para diminuir vulnerabilidades e garantir uma cadeia de suprimentos mais robusta, reduzindo a dependência de países como a China, que detém uma posição dominante no refino e processamento de terras raras e na fabricação de ímãs permanentes. O Conceito "Mine-to-Magnet" David A. Lorch, diretor do Escritório de Capital Estratégico, destacou que o apoio a empresas como Phoenix Tailings e Energy Fuels é fundamental para fortalecer a cadeia "mine-to-magnet" (da mina ao ímã) nos Estados Unidos. Essa expressão reflete a estratégia americana de integrar todas as etapas da produção, desde a extração do minério até a fabricação de componentes essenciais, garantindo assim o controle estratégico sobre insumos vitais para a defesa, energia e tecnologia.