Articulações para a chapa em São Paulo avançam O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou estar "muito confortável" com as possibilidades de Marina Silva (Rede), Márcio França e Simone Tebet (ambos do PSB) comporem sua chapa como vice em sua candidatura ao governo de São Paulo. A declaração surge em meio a negociações que visam definir a composição da chapa, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientando a campanha a trabalhar com a premissa de que o PSB indicará o vice. Haddad elogia potencial dos nomes cogitados Em suas declarações, Haddad ressaltou a qualidade dos nomes em pauta, classificando-os como "um luxo". Ele destacou a "projeção", o "passado ético inabalável" e os "serviços prestados" por Marina Silva e Simone Tebet, além da experiência de Márcio França como ex-governador do estado. "É uma situação muito confortável. Então, qualquer que seja a solução que a gente venha a alcançar, ela vai contar com o meu entusiasmo", afirmou Haddad, demonstrando otimismo com qualquer definição. Disputa pelo Senado impacta escolha do vice A definição da vaga de vice tem se tornado um ponto de atenção devido à disputa por cadeiras no Senado em São Paulo. O campo político de Haddad considera Marina Silva, Márcio França e Simone Tebet como potenciais candidatas ao Senado. Lula, por sua vez, teria demonstrado preferência pelos nomes de Marina e Tebet para essa disputa, avaliando que Marina pode fortalecer a eleição de Lula na capital e região metropolitana, enquanto Tebet teria melhor desempenho no interior. Márcio França, por outro lado, tem resistido à ideia de ser vice, buscando garantir um mandato após sua derrota na disputa ao Senado em 2022, e conta com forte apelo eleitoral na Baixada Santista. PSB e chapa majoritária buscam consenso Apesar das movimentações, Haddad reiterou que está "confortável com a solução que o PSB tomar", sugerindo que a decisão final sobre a vice-presidência também envolve as estratégias do partido. A expectativa é que as lideranças do PSB, juntamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Lula, cheguem a um consenso que beneficie a chapa majoritária no estado.