Estreia sob pressão e sem craques A Inglaterra dá o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2026 nesta quarta-feira (17), enfrentando a Croácia no AT&T Stadium, em Dallas. A seleção inglesa inicia sua jornada com um peso considerável: a ausência de algumas de suas estrelas, uma decisão do técnico Thomas Tuchel que tem gerado grande repercussão e pressão por parte da torcida. Decisões controversas de Tuchel A lista de convocados divulgada por Tuchel causou surpresa e descontentamento. Nomes que eram dados como certos, como Cole Palmer (Chelsea), Phil Foden (Manchester City) e Trent Alexander-Arnold (Real Madrid), foram deixados de fora. O zagueiro Harry Maguire também não faz parte do elenco, tendo sido informado de sua dispensa por videochamada, segundo o próprio jogador. A reação nas redes sociais não tardou. Comentários como "Sem Arnold, sem Palmer, sem Foden? Sinto o cheiro de eliminação nos oitavos de final" refletem a desconfiança gerada pelas escolhas do treinador. Reencontro com o carrasco e justificativas do técnico A estreia da Inglaterra é contra um adversário que traz memórias dolorosas: a Croácia, responsável pela eliminação inglesa na semifinal da Copa do Mundo de 2018. O reencontro intensifica a pressão sobre a equipe. Thomas Tuchel defendeu suas decisões, alegando que são baseadas em fatores táticos e no desempenho recente dos jogadores. "É uma mistura. O que eles fizeram por nós? Alguém traz um perfil diferente para a posição? E então você monitora e observa o desempenho deles, e nunca descarta o que você faz pelo seu clube. Em março, abrimos as portas e demos uma oportunidade a todos. As decisões foram difíceis, mas alguém tinha que tomá-las", explicou o treinador. Comunicação difícil e busca por renovação O técnico alemão detalhou que comunicou as decisões individualmente aos atletas por telefone, um processo que descreveu como "difícil" e "dolorosamente difícil", pois sentiu a emoção dos jogadores preteridos. Tuchel também ressaltou a necessidade de escolhas táticas para otimizar o elenco, evitando a concentração excessiva de jogadores com características semelhantes. Ele acredita que a inclusão de jovens como Madueke, Eze e Mainoo trará um "sangue novo" e um espírito renovado para a seleção, buscando replicar o entusiasmo visto em períodos de treinamento anteriores. "Queremos recriar esse espírito, por isso, contamos muito com o grupo que esteve conosco nesses três períodos de treinamento. Para alguns, era uma questão de posicionamento, de não trazer cinco jogadores camisa 10 e fazê-los jogar fora de posição", concluiu.