Divergências Estratégicas e a Busca por um Acordo O embaixador israelense em Washington, Yechiel (Michael) Leiter, admitiu à CNN que Israel e os Estados Unidos ainda possuem "algumas diferenças" a serem resolvidas quanto à estratégia para encerrar a guerra com o Irã. Leiter destacou que, embora os interesses estejam "bastante alinhados", existem pontos de discórdia que necessitam de resolução. Questionado sobre a possibilidade de um acordo em duas semanas, como sugerido pelo presidente Donald Trump, o embaixador afirmou que o prazo dependeria dos termos específicos, especialmente se o acordo assegurar o fim do programa nuclear iraniano, o desmantelamento de mísseis balísticos e o corte do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. Relação Trump-Netanyahu e Pressão Americana Em relação às declarações de Trump, que indicou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria que aceitar qualquer acordo fechado pelos EUA com o Irã, Leiter concordou com relutância, mas ressaltou a "ótima relação" entre os líderes. Ele expressou confiança de que a guerra contra o Irã será concluída "juntos, em sintonia". As falas de Trump surgem após um período de incômodo do presidente americano com Netanyahu devido a planos de operações militares israelenses no Líbano, enquanto os EUA buscavam um acordo de paz com o Irã. A pressão americana também se manifesta no bloqueio aos portos iranianos, que, segundo Trump, permanecerá até a conclusão de um acordo final. Escalada de Ataques e Apelo por Cessar-Fogo Um recente surto de ataques mútuos entre Irã e Israel, iniciado no domingo (7), representou o confronto mais direto entre os dois países desde abril, ameaçando os esforços diplomáticos de Washington. Israel atacou alvos iranianos, incluindo uma fábrica petroquímica suspeita de produzir mísseis balísticos, após o Irã disparar mísseis contra seu território em retaliação a ataques israelenses contra redutos do Hezbollah no Líbano. Embora ambos os países tenham anunciado a suspensão dos ataques após um apelo de Trump, Teerã alertou que retomaria as ações caso Israel continuasse a atingir o Hezbollah. Posições Desafiadoras e Possibilidade de Conflito Prolongado Apesar do apelo por um cessar-fogo, autoridades iranianas mantiveram um tom desafiador. Uma fonte militar citada pela agência Tasnim indicou que o Irã estaria pronto para um conflito prolongado e poderia retaliar contra interesses americanos na região. Do lado israelense, um oficial militar confirmou a prontidão para continuar as operações "pelo tempo que for necessário", incluindo ataques a sistemas de defesa aérea iranianos. A situação delicada ressalta a complexidade da busca por uma resolução pacífica, com diferentes interesses e estratégias em jogo.