Itamaraty critica "traidores da pátria" O Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty, emitiu um comunicado contundente nesta quarta-feira, defendendo que aqueles que articularam o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos deveriam pedir desculpas ao Brasil. A declaração surge um dia após o gabinete do senador Flávio Bolsonaro ter anunciado o envio de um pedido para participar de uma audiência pública nos EUA sobre as tarifas propostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. Origem do tarifaço e defesa brasileira Em sua página na rede social X (antigo Twitter), o Itamaraty afirmou que os responsáveis pelo tarifaço não conseguirão "reescrever a história". O ministério reiterou que o Brasil sabe que a imposição dessas tarifas tem origem em uma tentativa de "interferência externa na justiça brasileira". O governo brasileiro apresentou duas defesas escritas detalhando que suas políticas comerciais não prejudicam o intercâmbio com os Estados Unidos e realizou uma reunião de consultas governamentais em Washington, com uma delegação de alto escalão. Prejuízos e pedido de desculpas O Itamaraty concluiu que "o que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros". Desde o início do mês, quando a sugestão do novo tarifaço veio à tona, membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm mantido conversas com autoridades norte-americanas. Busca por negociação e saída vantajosa A ofensiva diplomática brasileira tem o objetivo de convencer os Estados Unidos a recuarem na imposição das tarifas. A estratégia envolve negociações, apresentação de argumentos técnicos e pressão política, visando fechar uma saída negociada e vantajosa para ambos os países, evitando assim prejuízos significativos ao comércio bilateral.