John Travolta reflete sobre perdas e revela segredo para manter otimismo Ator dedica novo filme à esposa e filho, enfatizando a importância da esperança e da superação O renomado ator John Travolta, aos 72 anos, abriu seu coração em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica, compartilhando detalhes sobre como tem lidado com as dolorosas perdas de sua esposa, Kelly Preston, em 2020, e de seu filho mais velho, Jett Travolta, em 2009. Travolta revelou que dedicou seu novo filme, "Propeller One-Way Night Coach", a eles e a outros familiares que foram fundamentais em sua vida. Uma homenagem à família em tempos difíceis A perda de Jett, aos 16 anos, vítima de uma convulsão durante uma viagem em família, e posteriormente a morte de Kelly Preston, aos 57 anos, após uma batalha contra o câncer de mama, foram golpes profundos na vida do ator. Em sua conversa, Travolta explicou a profunda conexão do novo longa com suas experiências pessoais. "Dediquei o filme à Kelly, ao meu filho Jett, aos meus irmãos e irmãs, à minha mãe e ao meu pai, porque eles são o modelo a partir do qual este filme nasceu", declarou. Encontrando luz na escuridão: a filosofia de Travolta Questionado sobre sua capacidade de manter uma perspectiva positiva diante de tantas adversidades, o astro admitiu que os desafios foram imensos, mas ressaltou que sua própria natureza o impulsiona a buscar o lado bom das coisas. "A vida certamente me testou, mas minha natureza é procurar o lado positivo, mesmo diante do pior", afirmou. Travolta enfatizou que não se permite ser consumido pela dor, comparando sua atitude a não escolher "morrer nessa escuridão", mesmo que possa olhar para ela. "Propeller One-Way Night Coach": um espelho da infância e da resiliência O filme "Propeller One-Way Night Coach" possui elementos autobiográficos, inspirados na primeira experiência de voo de Travolta na infância e baseado em um livro infantil escrito por ele em 1997. O ator buscou transmitir na obra a esperança e a capacidade de superação inerentes às crianças. "Eu queria essa sinceridade. A esperança e a resiliência de uma criança são únicas; nós, adultos, esquecemos o que isso significa", comentou. Ele relembrou sua própria infância, onde via o "copo meio cheio" e acreditava na possibilidade de uma vida melhor, uma mentalidade que, segundo ele, é crucial manter mesmo diante de notícias terríveis e da escuridão que a vida pode apresentar.