Homenagem que veio do coração No gramado, um nome chamava a atenção na seleção de Curaçao: Juninho Bacuna. E não se tratava de um apelido, mas sim de seu nome de batismo. A escolha, revelou o próprio jogador em entrevista à Cazé TV após a partida contra a Alemanha, é uma clara homenagem ao futebol brasileiro e, em especial, a um dos maiores ídolos do Vasco da Gama, Juninho Pernambucano. A dúvida sobre ser uma referência a Juninho Paulista foi prontamente desfeita pelo atleta, que confirmou: "a referência era o pernambucano". A paixão da mãe pelo Brasil A decisão de batizar o filho com o nome de um craque brasileiro partiu de sua mãe. "Minha mãe sempre foi uma grande fã do Brasil. Ela adorou o nome e escolheu em homenagem", explicou Juninho Bacuna. Ele também comentou que seu irmão, Leandro Bacuna, também titular da seleção, leva um nome com raízes brasileiras, embora não tenha certeza se foi uma homenagem específica a algum ex-jogador. "Mas temos lindos nomes, agora temos que fazer jus aos nomes", completou, demonstrando orgulho e responsabilidade. Um jogo histórico para Curaçao Apesar da derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o jogo foi marcante para a pequena ilha caribenha. Curaçao se tornou o menor país do mundo a marcar um gol em Copas do Mundo. Juninho Bacuna nasceu em 1997, ano em que Juninho Pernambucano conquistou o Campeonato Brasileiro pelo Vasco, uma coincidência que reforça a conexão com o ídolo. Raízes caribenhas e holandesas Nascidos na Holanda, os irmãos Bacuna optaram por defender Curaçao em razão de suas origens. O pai, John Bacuna, nasceu na ilha e chegou a atuar pela antiga seleção das Antilhas Holandesas. Ele e a esposa, Lucille, migraram para Groningen, na Holanda, onde os filhos nasceram. A ligação com o futebol brasileiro é forte na família e na região de onde vieram, em Boca Sami, vila de Curaçao onde o futebol do Brasil é uma paixão.