Bens apreendidos em operação contra vereador serão devolvidos A Justiça do Rio determinou a devolução de bens apreendidos do vereador Salvino Oliveira (PSD) e de seus familiares. Celulares, equipamentos eletrônicos e dinheiro foram recolhidos em março deste ano, durante uma operação policial que resultou na prisão do parlamentar. Ele foi suspeito de ligação com o Comando Vermelho, mas foi solto dias depois. Em maio, o inquérito foi trancado pela Justiça por falta de provas. Dinheiro dos avós do vereador será restituído Com a nova decisão, R$ 9 mil em espécie, que pertenciam aos avós do vereador, serão devolvidos. A operação incluiu mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar, em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio e na casa de seus avós. O juiz Renan de Freitas Ongaratto considerou que os itens apreendidos não apresentavam relevância para a investigação e destacou que Salvino de Oliveira não é mais investigado no caso. PSD acusa ex-governador e ex-chefes da polícia de improbidade Na última terça-feira (9), o Diretório Estadual do PSD protocolou uma representação no Ministério Público do Rio contra o ex-governador Cláudio Castro, o ex-chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, e o delegado Pedro Cassundé, por improbidade administrativa. O partido alega desvio de finalidade e uso ilícito e arbitrário da estrutura policial do Estado durante a operação contra Salvino. Cláudio Castro nega as acusações, enquanto Curi afirmou ter sido apenas porta-voz da instituição na época. A Polícia Civil foi procurada para comentar a posição do delegado Pedro Cassundé. Vereador alega perseguição política Salvino de Oliveira vê a devolução dos bens como uma confirmação de que a operação foi conduzida sem fundamentos. "Só nos tempos da ditadura a polícia era usada para perseguir adversários políticos. Vamos continuar buscando a responsabilização de todos que utilizaram a máquina pública para promover essa perseguição espúria", declarou o vereador. O PSD informou que continuará acompanhando as medidas cíveis e criminais para apurar as circunstâncias da operação e a eventual responsabilização dos agentes públicos envolvidos.