Paralisação na Amuay A Amuay, a maior refinaria da Venezuela com capacidade para processar 645 mil barris por dia, foi forçada a paralisar suas operações neste domingo (28) devido a uma falha no fornecimento de energia. Esta é a segunda refinaria do país a sofrer com a instabilidade elétrica após os recentes terremotos que abalaram a nação sul-americana. Impacto dos Terremotos na Infraestrutura Desde os abalos sísmicos, que deixaram mais de 1.450 mortos, a Venezuela tem enfrentado sérias dificuldades em manter o fornecimento de energia para suas instalações industriais, refinarias e para a população em geral. A Amuay, essencial para a produção de combustíveis para distribuição interna, processava cerca de 137 mil barris de petróleo bruto por dia antes dos terremotos. Além da falta de energia, a escassez de água em algumas usinas de energia e indústrias na região de Falcón, onde a refinaria está localizada, também tem prejudicado as operações, segundo relatos de trabalhadores. Outras Refinarias Afetadas A refinaria El Palito, com capacidade menor de 146 mil barris por dia, e o Complexo Petroquímico de Morón, na região central do país, também não conseguiram retomar suas atividades plenamente devido à instabilidade no fornecimento de energia. Fontes indicam que a situação pode comprometer o abastecimento interno de combustíveis e produtos petroquímicos quando a população retornar ao trabalho após os eventos. Produção de Petróleo e Exportações Mantidas Apesar dos problemas nas refinarias, o Ministério do Petróleo informou que os níveis de produção de petróleo bruto e as exportações, que representam a maior parte da receita do país, não foram afetados pelos terremotos. No entanto, a capacidade de atender à demanda interna de combustíveis pode ser um desafio caso as operações de refino e processamento não sejam normalizadas rapidamente. Esforços de Resgate e Reconstrução Enquanto a infraestrutura energética enfrenta desafios, as equipes de resgate continuam buscando sobreviventes após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5. O número oficial de mortos ultrapassa 1.450, com milhares de feridos e desalojados. Mais de 1.600 socorristas internacionais de diversos países chegaram à Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate, em meio a centenas de réplicas registradas no país.