Alinhamento estratégico em Brasília O ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB-SP), viajou para Brasília nesta quarta-feira (24) com um objetivo claro: encontrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). A pauta principal da reunião é a definição dos rumos da disputa pelo governo do estado de São Paulo em 2024. Proposta de candidatura própria de França Após o anúncio de que Kim Kataguiri (Missão-SP) e Paulo Serra (PSDB) não concorrerão mais ao governo estadual, França sinalizou à militância do PSB seu desejo de compor a chapa com Haddad, lançando sua própria candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Essa ideia, que já era ventilada por França desde o ano passado, visa evitar que a eleição seja decidida já no primeiro turno, com um embate direto entre Haddad e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O papel de França na disputa pelo segundo turno Márcio França acredita que sua candidatura poderia atrair votos de eleitores que cogitavam votar em Kataguiri, Serra ou até mesmo em Tarcísio, especialmente no interior do estado. O objetivo seria fragmentar o eleitorado e impedir que Tarcísio de Freitas alcance a marca de 50% dos votos válidos já no primeiro turno. Para o PT, a garantia de um segundo turno em São Paulo é crucial para a estratégia de reeleição de Lula, considerando que o estado representa o maior colégio eleitoral do país. Desafios e ponderações do PT paulista Apesar do alinhamento estratégico com a necessidade de um segundo turno, o PT de São Paulo demonstra cautela em relação à candidatura própria de França. Existe a preocupação de que essa movimentação possa dividir o eleitorado e, consequentemente, atrapalhar a disputa pelo Senado, onde nomes como Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) são cotados para integrar a chapa com Haddad. França, por sua vez, evitou comentar suas expectativas antes da reunião com Lula e Haddad, aguardando uma definição sobre os próximos passos.