Ação dos EUA vista como simbólica O senador Sergio Moro (PL-PR) avaliou que a classificação de terroristas para o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) pelos Estados Unidos terá um impacto simbólico no combate ao crime organizado no Brasil. Segundo o parlamentar, essa medida dificulta a lavagem de dinheiro e facilita o confisco de ativos das facções, além de abrir portas para a cooperação jurídica internacional, algo que as próprias organizações criminosas temem. Soberania nacional não está em risco Moro refutou a narrativa de que a ação americana represente um risco à soberania nacional. Para o senador, o discurso de que a designação de terroristas abre espaço para a interferência dos EUA no território brasileiro é fantasioso e prejudica o avanço da segurança pública. Ele enfatizou que a responsabilidade pela solução dos problemas com o crime organizado é brasileira, mas que uma ajuda internacional, mesmo que simbólica, é positiva. Infiltração do crime organizado em instituições O senador também expressou preocupação com o crescente poder das facções criminosas, sugerindo a possibilidade de infiltração em diversas esferas, incluindo o Congresso Nacional. Moro apontou que o crime organizado atua no mercado lícito através de fraudes, como em combustíveis e contrabando de cigarros, e se insere em instituições financeiras. Ele levanta a hipótese de que essas facções possam buscar se infiltrar em instituições públicas, inclusive apoiando candidatos. Trajetória de combate à corrupção A carreira pública de Sergio Moro foi construída com base no discurso de combate à corrupção. Ex-juiz federal, ele foi uma figura central na Operação Lava Jato e atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná.