Netanyahu busca apaziguar tensões com Trump Em meio a relatos de atritos entre os líderes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quarta-feira (3) que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possuem uma relação sólida, apesar de eventuais "divergências táticas". Em entrevista à CNBC, Netanyahu comparou a dinâmica a "melhores famílias", ressaltando que as diferenças são temporárias e que "sempre encontramos uma maneira de resolver" os impasses, agindo como "grandes amigos". Trump confirma xingamento, mas minimiza o ocorrido A declaração de Netanyahu surge após Donald Trump admitir, em entrevista ao podcast "Pod Force One", ter chamado o premiê israelense de "completamente louco" em uma conversa telefônica. Trump justificou a fala como um descontentamento com as ações de Israel no Líbano, em um momento em que os EUA buscam negociar um acordo de paz com o Irã. Apesar do incidente, o presidente americano reiterou que a relação entre ele e Netanyahu é boa. Detalhes da conversa e o contexto das negociações Apesar de Netanyahu ter evitado entrar em detalhes sobre o xingamento de Trump, a reportagem do site Axios, citando um funcionário americano não identificado, revelou que Trump teria dito a Netanyahu: "Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Todo mundo te odeia agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso." As autoridades israelenses não comentaram oficialmente a conversa, mas a mídia local minimizou o atrito. Negociações EUA-Líbano em andamento As conversas entre Israel e Líbano, mediadas pelos Estados Unidos, foram retomadas em Washington nesta quarta-feira (3). Representantes dos dois países participaram de uma primeira rodada de discussões na terça-feira (2). O Departamento de Estado americano confirmou o avanço nas negociações, com o objetivo de restaurar a soberania do Líbano e garantir a segurança de Israel, em meio a tensões e ameaças de escalada militar na região.