Legista Detalha Ausência de Evidências de Acidente no Apartamento O perito do Instituto Médico-Legal (IML) Leonardo Tauil declarou, nesta segunda-feira, durante o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, que não foram encontrados no apartamento onde Henry Borel se encontrava antes de ser levado ao hospital móveis ou objetos que pudessem explicar a grave lesão hepática diagnosticada no menino. Tauil, responsável pelos laudos do caso, foi questionado pela defesa de Jairinho sobre a vistoria realizada no imóvel e sobre a possibilidade de as lesões terem sido causadas por uma queda acidental. Investigação Buscou Explicações para Lesão Hepática Segundo o perito, a equipe de investigação inspecionou o apartamento, localizado na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, com o objetivo específico de identificar qualquer elemento que pudesse justificar a laceração do fígado constatada no exame cadavérico. "Foi isso que nos foi questionado: se ele poderia ter caído da cama e sofrido a laceração do fígado. Com base na literatura médica, não encontramos nenhum móvel ou objeto capaz de causar uma laceração hepática por uma queda acidental", afirmou Tauil. Monique Medeiros Deixa Plenário Durante Exibição de Fotos da Necropsia A exibição de fotografias de Henry Borel, tiradas durante a necropsia, levou Monique Medeiros a se retirar do plenário pela segunda vez durante o julgamento. As imagens foram apresentadas pelo advogado Zanone Júnior, da defesa de Jairinho, enquanto o perito Leonardo Tauil prestava seu depoimento. Na semana anterior, Monique já havia deixado a sala durante a descrição das lesões encontradas no corpo da criança pelo perito Luiz Carlos Leal Prestes. Fase de Instrução do Julgamento se Aproxima do Fim O depoimento de Tauil ocorre no oitavo dia do júri e representa uma das últimas testemunhas a serem ouvidas antes do encerramento da fase de instrução do processo. Após os depoimentos finais, estão previstos os interrogatórios de Monique Medeiros e Dr. Jairinho, seguidos pelos debates entre a acusação e a defesa. Ao longo do julgamento, a acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões dentro do apartamento, enquanto a defesa de Jairinho busca questionar as conclusões da investigação e dos laudos periciais. Jairinho e Monique são julgados pela morte de Henry Borel, que ocorreu em março de 2021, quando o menino tinha 4 anos. O Ministério Público acusa o ex-vereador de homicídio triplamente qualificado e alega que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho. Ambos negam as acusações.