Casal com Vínculos Suspeitos na Rioluz Um casal com suspeita de ligação com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) foi nomeado em cargos na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz). Michael Johnny, que atuava na fiscalização da iluminação pública na Zona Norte, foi admitido em fevereiro do ano passado, com um salário líquido de R$ 3,4 mil. A prefeitura informou que, na época de sua nomeação, nada que vetasse sua contratação foi encontrado pela Secretaria de Integridade. A prefeitura do Rio anunciou que publicará a exoneração de Michael Johnny no Diário Oficial desta sexta-feira. Já Suelen, viúva do ex-vereador Zico Bacana (assassinado em 2023), foi nomeada na Rioluz em janeiro do ano passado. Segundo a investigação, ela mantém atuação política alinhada ao deputado Val Ceasa e sua remuneração mensal líquida é de R$ 4.577,39, com adicionais em alguns meses. Até o momento, não há informações sobre a manutenção de Suelen no cargo. Suspeita de Intervenção em Demolição de Resort do Tráfico Val Ceasa e Ulisses Marins são apontados como suspeitos de atuar para impedir a demolição de um resort de luxo pertencente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, um dos chefes do TCP. A ação criminosa estaria ligada a imóveis em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. A operação desta quinta-feira cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. Na residência do deputado Val Ceasa, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente R$ 320 mil em dinheiro em espécie, além de celulares dos alvos da operação. A investigação teve início após indícios de que parlamentares teriam buscado informações sigilosas sobre uma operação policial que visava a demolição de imóveis ligados ao TCP na região. Indícios de Infiltração do TCP na Alerj O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, afirmou que a investigação sobre Val Ceasa e Ulisses Marins está a “desvendar” que o TCP também se “entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”, comparando a situação com o caso de infiltração do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), revelado anteriormente pela atuação do então deputado TH Joias. Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e cumpridos no gabinete de Val Ceasa na Alerj, bem como em outros endereços na capital fluminense e no Espírito Santo. As diligências são realizadas pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. Alerj Afirma Colaboração com as Investigações Em nota, a Alerj declarou que acompanha a operação realizada pelo MPRJ e reitera seu compromisso com a austeridade e a transparência. A Casa Legislativa se coloca à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações.