Cineasta Cinéfilo Desiludido com o Cinema Moderno Quentin Tarantino, conhecido por sua paixão pelo cinema e por sua origem ligada a locadoras de vídeo, tem demonstrado crescente insatisfação com os filmes hollywoodianos atuais. Em entrevista à revista Sight & Sound, o diretor de sucessos como "Pulp Fiction - Tempo de Violência" e "Era uma Vez em... Hollywood" revelou que tem se dedicado mais à leitura e que considera "quase impossível" apreciar as novas produções. Críticas Severas à Indústria Cinematográfica Tarantino não poupou críticas à indústria, descrevendo-a como uma "fábrica de salsichas sem sabor". Segundo ele, "falhas, inverossimilhanças, tentativas de agradar o público, atores mal escalados ou simplesmente besteiras estúpidas geralmente afundam todos os novos filmes que saem daquela fábrica de salsichas sem sabor que costumava se chamar Hollywood". O cineasta chega a afirmar que o próprio conceito de cinema atual lhe inspira "mais desprezo do que generosidade". Década de 2020 Pior que os Anos 1980? O diretor foi além, apontando a década de 2020 como ainda mais decepcionante do que os anos 1980, período que até então era considerado por ele o pior na história do cinema. Essa comparação acentuada demonstra a profundidade de sua frustração com a qualidade e a direção da produção cinematográfica contemporânea. Exceções que Confirmam a Regra Apesar do panorama desolador pintado por Tarantino, ele mencionou duas produções recentes que conseguiram escapar de suas críticas severas: "Amor, Sublime Amor", a versão de Steven Spielberg, e "Horizon: Uma Saga Americana", de Kevin Costner. Esses exemplos, no entanto, parecem ser raros lampejos em meio a um cenário que o cineasta considera cada vez mais homogêneo e sem inspiração.