Preocupação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Funcionários do Banco do Brasil (BB) demonstram apreensão diante do escândalo envolvendo o Banco Master e o potencial impacto financeiro para a instituição. O BB está entre os bancos que podem ser chamados a cobrir um rombo de aproximadamente R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Diante disso, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) exige uma investigação completa e transparente das supostas irregularidades. Impacto nos Recursos do Banco do Brasil Augusto Carvalho, vice-presidente de Relações Institucionais da ANABB, expressou a preocupação dos associados com as consequências que uma possível recomposição do FGC pode acarretar ao Banco do Brasil. Segundo ele, as informações preliminares indicam que o BB poderia ter que arcar com uma parcela de cerca de R$ 8 bilhões. Esse montante, que seria destinado à recomposição do FGC, seria retirado do resultado do banco. CASSI, PLR e Crédito em Risco Carvalho ressaltou que esses R$ 8 bilhões poderiam fazer falta em negociações cruciais para os 158 mil funcionários ativos e aposentados do BB, especialmente no que se refere ao custeio da CASSI, o plano de saúde dos servidores. Além disso, o vice-presidente alertou que os recursos destinados à recomposição do FGC também podem afetar negativamente a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários e a oferta de crédito para diversos setores da economia. Consequências para a Economia e os Funcionários “São recursos que também poderão rebaixar a PLR paga aos colegas que seguem construindo o grande colosso que é o Banco do Brasil, além de impactar no crédito oferecido à indústria e aos pequenos, médios e grandes produtores do agro”, afirmou Carvalho. A ANABB defende, portanto, que a apuração dos fatos seja rigorosa para proteger os interesses dos funcionários e a capacidade de investimento do Banco do Brasil.