Um Ícone Perdido, Uma Nova Expressão Artística O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) se prepara para inaugurar o Espaço Petrobras, uma nova área dedicada a apresentar trabalhos inéditos de jovens artistas. A exposição de abertura, intitulada "O Caneco é Nosso", é uma individual do artista mineiro Froiid e promete revisitar um dos capítulos mais emblemáticos e dolorosos da história do futebol brasileiro: o roubo da Taça Jules Rimet. A Memória em Gesso: 999 Vezes a Taça Com curadoria de Raquel Barreto, a exposição se destaca por uma instalação impressionante: 999 réplicas em gesso da icônica Taça Jules Rimet, dispostas sobre uma arquibancada. Esta obra parte da trajetória do troféu, conquistado em definitivo pelo Brasil após o tricampeonato mundial em 1970 e que desapareceu misteriosamente da sede da CBF, no Rio, em 1983, sem nunca ter sido recuperado. A repetição em massa do objeto busca evocar a persistência da memória e do imaginário coletivo em torno do símbolo. Froid: O Objeto de Culto e o Imaginário Coletivo Segundo o artista Froiid, o fascínio pela taça reside em sua capacidade de se tornar um objeto de culto, mantendo uma forte presença no imaginário popular mesmo após seu desaparecimento físico. "A mim interessa entender essa taça como um objeto de culto, algo que permanece dentro do imaginário coletivo mesmo depois do desaparecimento", explica o artista. A escolha do gesso como material para as réplicas estabelece uma conexão direta entre memória, a ideia de repetição e a sensação de presença, mesmo diante da ausência. O Espaço Petrobras: Palco para Novos Talentos A inauguração do Espaço Petrobras no MAM Rio marca um compromisso do museu em fomentar e divulgar o trabalho de artistas emergentes. A exposição de Froiid não só lança luz sobre uma peça fundamental da cultura esportiva e da memória nacional, mas também estabelece um precedente para as futuras apresentações que ocuparão este novo espaço dedicado à arte contemporânea.