Aposentadoria Publicada em Diário Oficial A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quarta-feira (10) uma portaria que oficializa a ida do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação. O ato, assinado pelo diretor de inatividade e pensão militar, coronel Antonio Thazelli Junior, concede a aposentadoria ao oficial, que está preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual. Contexto da Prisão e Acusações O tenente-coronel foi detido em março deste ano, após a descoberta do corpo de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, no apartamento do casal em 18 de fevereiro. As investigações apontam para o envolvimento dele no crime, que foi classificado como feminicídio. Pedido de Reserva e Direitos Financeiros A portaria que iniciou o processo de inatividade do oficial foi publicada em abril, atendendo a um pedido pessoal do tenente-coronel. Segundo o documento, Geraldo Leite terá direito a receber seus vencimentos integrais, mantendo o salário bruto de R$ 28,1 mil que recebia enquanto estava na ativa. O advogado do militar, Eugênio Malavasi, afirmou que a decisão de solicitar a reserva foi "particular", após o oficial "ter cumprido sua missão na salvaguarda dos cidadãos". Processo de Expulsão e Possível Perda de Patente Paralelamente à aposentadoria, a Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo de expulsão contra o tenente-coronel no final de março. Autoridades ligadas ao caso consideram a expulsão um cenário provável. Caso seja confirmada, a decisão acarretará a perda definitiva da patente do militar.