Reunião Estratégica em Brasília O vice-presidente Geraldo Alckmin participou nesta terça-feira de uma importante reunião com representantes de setores empresariais impactados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O encontro buscou alinhar estratégias e ouvir as demandas das indústrias afetadas pela medida protecionista americana. Setor de Máquinas e Equipamentos Rejeita Lei da Reciprocidade Durante a reunião, o setor de máquinas e equipamentos, representado pelo presidente executivo da Abimaq, José Velloso, apresentou sua posição contrária à utilização da Lei da Reciprocidade. Este instrumento legal permitiria ao Brasil retaliar os Estados Unidos com sobretaxas equivalentes, mas a Abimaq considera que a via da negociação diplomática e empresarial é o caminho mais eficaz para resolver o impasse. O Argumento da Abimaq: Negociação Acima de Retaliação Velloso foi enfático ao afirmar que a entidade é contra a aplicação da Lei da Reciprocidade. Ele explicou que a ativação desse mecanismo não é um processo simples, pois exige etapas como uma consulta pública no Brasil. Segundo ele, a expectativa é que a maioria dos setores se posicione contra a retaliação nessa consulta, o que reforça a visão da Abimaq de que a resposta deve ser política e negociada, não de revanche. Prioridade é a Via Diplomática-Empresarial “Nós não somos a favor (da aplicação da Lei da Reciprocidade). Entendemos que nós temos que continuar pela via diplomática-empresarial, o que nós estamos fazendo”, declarou Velloso. Ele ressaltou a importância de buscar soluções através do diálogo contínuo, argumentando que a retaliação não resolve a raiz do problema, que é de natureza política. A associação defende que a consulta pública, caso realizada, evidenciaria a oposição da maioria dos setores à Lei da Reciprocidade.