Argentina Vira e Chega à Final da Copa do Mundo Contra a Inglaterra Messi Brilha em Virada Corajosa da Argentina Sobre a Inglaterra A Argentina conquistou seu lugar na final da Copa do Mundo ao vencer a Inglaterra por 2 a 1 em uma partida que começou equilibrada, mas que foi definida pela audácia da equipe de Lionel Scaloni, a genialidade de Lionel Messi e as polêmicas escolhas táticas do técnico inglês Thomas Tuchel. Especialistas do GLOBO destacam como os argentinos souberam impor seu ritmo após sofrerem o gol, crescendo diante de uma Inglaterra que abriu mão de atacar. Equilíbrio Inicial e Tensão em Campo O primeiro tempo foi marcado por um duelo tático intenso, onde as defesas se sobressaíram. Carlos Eduardo Mansur, colunista do GLOBO, observou que os sistemas de marcação foram determinantes, o que, de certa forma, favoreceu a Argentina. "Esperava-se que a Argentina tivesse mais dificuldade para igualar fisicamente o jogo com a Inglaterra, mas ela conseguiu combinações pelo centro para sair da pressão", analisou Mansur. Gustavo Poli descreveu o início do jogo como "talvez o jogo mais intenso da Copa", com uma atmosfera carregada e poucas chances claras. Marcelo Barreto comparou o clima ao de uma partida de Libertadores, com provocações e uma arbitragem que permitiu a tensão escalar. Inglaterra Abre o Placar, Mas Recua Estrategicamente O gol inglês surgiu de uma jogada trabalhada que envolveu Harry Kane na construção. A bola viajou da defesa até o ataque, culminando no gol de Gordon. No entanto, o que se seguiu foi uma mudança drástica na postura da Inglaterra. "Depois de abrir o placar, a Inglaterra recuou e passou a jogar num bloco muito baixo, quase sem saída para o contra-ataque. Entregou a bola à Argentina, uma estratégia perigosíssima", avaliou Poli. Essa decisão permitiu que Messi, atuando mais pela direita, criasse diversas oportunidades contra uma defesa inglesa que demonstrava dificuldade em afastar o perigo. Decisões de Tuchel e a Coragem Argentina As substituições promovidas por Thomas Tuchel foram apontadas como um erro crucial. "Tuchel pediu para tomar o empate", criticou Poli, ao afirmar que as alterações visavam defender mais, mas acabaram por piorar a situação, cedendo os rebotes e as segundas bolas aos argentinos. Barreto endossou a crítica, considerando que o técnico alemão "entregou o jogo a um adversário mais corajoso". Em contrapartida, Lionel Scaloni optou por uma abordagem ofensiva, "empilhando atacantes para buscar a reação", uma estratégia arriscada que demonstrou a "raça" e a resiliência da equipe. Ana Thaís Matos definiu a Argentina como "a mais resiliente e insistente da competição", ressaltando que a "bola puniu a covardia inglesa". Messi, o Protagonista da Virada Lionel Messi foi, mais uma vez, a figura central da virada argentina. Aos 37 anos, ele participou ativamente dos dois gols. Mansur destacou sua atuação "num nível brutal em uma semifinal extremamente física". Messi explorou os espaços deixados pela defesa inglesa, atraindo a marcação e liberando companheiros como De Paul e Enzo Fernández, além de dar o passe para o gol de Lautaro Martínez. Ana Thaís Matos ressaltou a capacidade de Messi em gerenciar sua energia, "controlando o esforço para quando se faz necessário". Com essa vitória, a Argentina alcança sua terceira final em quatro Copas do Mundo, um feito notável que reflete a mistura de talento, resistência e coragem da equipe.