Ceni expressa revolta após amistoso no Maracanã O técnico Rogério Ceni, do Bahia, não poupou críticas à arbitragem após a derrota de sua equipe por 2 a 0 para o Fluminense, em um amistoso realizado no Maracanã neste domingo (12). Segundo o treinador, o time baiano foi "feito de otário" pelas decisões do árbitro Jodis Nascimento de Souza, do Rio de Janeiro. Questionamentos sobre a escalação e lances polêmicos Em entrevista coletiva pós-jogo, Ceni revelou que havia solicitado à diretoria do Bahia que o árbitro não fosse carioca. Ele acusou o juiz de favorecer o time da casa, citando lances específicos onde, segundo ele, houve marcações equivocadas de faltas contra jogadores do Bahia, como William e Nico. "A gente vem aqui para ser otário", disparou o treinador, questionando a seriedade da partida. As reclamações do comandante tricolor se concentraram em três lances cruciais. No primeiro tempo, o Bahia alegou um pênalti não marcado sobre Ademir e teve um gol anulado por toque de mão na origem da jogada. Na segunda etapa, a polêmica foi um pênalti marcado a favor do Fluminense, após suposta falta em Samuel Xavier, que resultou no primeiro gol da partida convertido por Hulk. O amistoso foi disputado sem a utilização do VAR, o que intensificou as insatisfações. Gol de Hulk e Cano selam vitória do Fluminense Em campo, o Fluminense saiu na frente aos 22 minutos do segundo tempo, com Hulk convertendo a penalidade e marcando seu primeiro gol com a camisa tricolor. Aos 40 minutos, Germán Cano ampliou o placar, aproveitando uma assistência de Samuel Xavier e fechando a vitória do time carioca por 2 a 0 no Maracanã. Ceni lamenta a viagem e o prejuízo Rogério Ceni finalizou suas declarações lamentando o deslocamento e o sentimento de ter sido prejudicado. "Não compensa viajar tanto para ser feito de otário por um árbitro contratado para fazer o resultado acontecer. O jogo deixou de ser sério. Sai todo mundo feliz do estádio: Fluminense ganhando, Hulk feliz, a gente prejudicado. Um árbitro que se diz ser da CBF fazer isso aqui é uma vergonha", concluiu.