Um Mundial de Desafios Inéditos A final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19), não marca apenas o encerramento do torneio, mas também o fim de uma das edições mais desafiadoras para a TV Globo. Tradicionalmente dona absoluta da cobertura do maior evento do futebol mundial, a emissora viu sua supremacia ser testada por uma série de fatores. A pulverização da concorrência, a queda nos índices de audiência, repercussão negativa de algumas decisões editoriais e a ascensão meteórica do streaming mudaram o cenário da cobertura esportiva. Números que Revelam a Mudança Os dados de audiência pintam um quadro claro desse novo momento. A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final registrou apenas 30 pontos na Grande São Paulo, a menor marca da Globo em um jogo da seleção nesta Copa. Em contraste, o SBT celebrou índices históricos com o retorno de Galvão Bueno às transmissões de Mundiais. Paralelamente, a CazéTV se consolidou no ambiente digital, oferecendo gratuitamente os 104 jogos do torneio no YouTube, atraindo um público ávido por novas formas de consumir futebol. Bastidores Marcados por Críticas e Imprevistos Nos bastidores, a cobertura também acumulou turbulências. A participação da influenciadora Virginia Fonseca no Domingão com Huck foi encurtada após reações negativas à sua escalação. O programa Central da Copa tornou-se alvo de críticas e piadas por quadros considerados excessivamente descontraídos, como a imitação da comemoração de Matheus Cunha simulando um surf, realizada por Tadeu Schmidt, Fábio Porchat e Tamires Dias. O torneio ainda foi pontuado por uma série de gafes que questionaram o tradicional "padrão Globo de qualidade", além de mudanças forçadas na equipe devido a afastamentos por motivos de saúde, como os de Luísa Roberto e Alex Escobar, este último passando mal ao vivo durante a cobertura. Liderança Sob Nova Ótica Apesar de manter a liderança na TV aberta e uma estrutura de cobertura robusta, a Globo encerra o torneio diante de um novo paradigma. A disputa não se limita mais apenas a outras emissoras, mas também a plataformas digitais que fragmentam a audiência e, crucially, dialogam com um público que consome futebol de maneira significativamente diferente daquela acostumada pela televisão tradicional.