Senegal Abre a Onda de Demissões A Copa do Mundo de 2026, ainda em andamento, já testemunha uma movimentação intensa no comando técnico das seleções. Ao menos 15 treinadores já deixaram seus cargos, com base em saídas oficialmente confirmadas pelas federações. A mais recente delas foi a de Pape Thiaw, do Senegal. A Federação Senegalesa de Futebol optou pela dispensa de Thiaw e de toda a comissão técnica, após considerar a campanha da equipe aquém das expectativas. Apesar de ter levado Senegal à Copa do Mundo de 2022 e à final da Copa das Nações Africanas de 2026, o desempenho no torneio atual, com eliminação nas oitavas de final para a Bélgica, selou o destino do treinador. Alemanha em Busca de Novo Comandante; Klopp é Especulado Outro nome de peso que deixou o comando foi Julian Nagelsmann, da Alemanha. Sua saída ocorreu após a eliminação da equipe alemã para o Paraguai nos pênaltis, ainda na segunda fase. Nagelsmann estava no cargo há quase três anos e, assim como Thiaw, levou consigo toda a comissão técnica. A Federação Alemã de Futebol (DFB) já iniciou conversas para a possível contratação de Jürgen Klopp. Dirigentes da DFB estão em Nova York para se reunir com o treinador, que atualmente ocupa um cargo global na Red Bull e atua como comentarista. Klopp é considerado o favorito e um acordo estaria próximo. Demissões Marcadas por Resultados e Polêmicas O Uruguai também viu Marcelo Bielsa pedir demissão após a eliminação precoita na fase de grupos. Bielsa estava no comando desde maio de 2023 e sua saída ocorreu em meio a polêmicas sobre a gestão do elenco. Na Croácia, Zlatko Dalić encerrou um ciclo de nove anos no cargo, período em que a seleção croata alcançou o vice-campeonato em 2018 e o terceiro lugar em 2022. Portugal, sob o comando de Roberto Martínez, também se despediu do treinador após a eliminação para a Espanha nas oitavas de final. O espanhol estava no cargo desde 2023. Outras Saídas Notáveis e Cenários Diversos O México, após a eliminação para a Inglaterra nas oitavas, viu Javier Aguirre se despedir de sua terceira passagem pelo comando, com Rafa Márquez já anunciado como substituto. Gana, após cair para a Colômbia, também perdeu seu técnico, Carlos Queiroz, que estava há cerca de três meses no cargo. Tunísia teve duas trocas: Sabri Lamouchi foi demitido após a derrota na estreia, e Hervé Renard não teve seu contrato renovado após a eliminação na fase de grupos, com apenas 19 dias de trabalho. A Jordânia, mesmo classificando o país para sua primeira Copa, viu Jamal Sellami deixar o cargo após a eliminação na fase de grupos. A Holanda teve Ronald Koeman pedindo demissão após a eliminação nos pênaltis, citando motivos pessoais. Equador, Tchéquia, Escócia e Coreia do Sul também registraram saídas de seus treinadores, com cenários variados que incluem fim de contrato, eliminação precoce e até ameaças de morte no caso do técnico sul-coreano.