Bombeiros e Escolas Públicas no Topo da Credibilidade O Corpo de Bombeiros ostenta, pelo 17º ano consecutivo, a liderança no ranking nacional de credibilidade, alcançando expressivos 86 pontos em uma escala de 0 a 100. Logo em seguida, as escolas públicas demonstram a confiança depositada na educação, com 68 pontos, seguidas pela Polícia Federal (66), igrejas (64) e Forças Armadas (63). A confiança nas instituições ligadas à proteção, educação e convivência social se sobressai em relação às esferas políticas, conforme aponta o Índice de Confiança Social (ICS) 2026, realizado pelo Ipsos-Ipec com 2 mil entrevistas. Instituições Políticas Enfrentam Desconfiança Generalizada Na outra ponta do espectro, as instituições políticas continuam a registrar os mais baixos índices de credibilidade. Os partidos políticos amargam a pior avaliação da pesquisa, com apenas 30 pontos, demonstrando um abismo de confiança em relação a outras esferas. O Congresso Nacional aparece em seguida, com 34 pontos. O Presidente da República e os sindicatos obtiveram 42 pontos cada, enquanto o Governo Federal alcançou 46 pontos. O sistema eleitoral e as prefeituras fecham o grupo com desempenho intermediário, com 48 pontos. Confiança Pessoal Supera a Institucional O estudo do Ipsos-Ipec revela que a confiança nas pessoas e nos grupos próximos (63 pontos) permanece ligeiramente acima da confiança nas instituições (54 pontos). Este dado reforça a tendência de que os brasileiros ainda confiam mais em suas relações interpessoais e em figuras e entidades que representam cuidado e proteção direta do que na estrutura política formal. Organizações da sociedade civil, meios de comunicação, o Sistema Único de Saúde (SUS), bancos e o Ministério Público se situam em um patamar intermediário, com pontuações entre 54 e 55 pontos. Diferenças Geracionais na Percepção da Confiança A pesquisa também identificou nuances importantes entre os diferentes perfis demográficos da população. Jovens, na faixa etária de 16 a 24 anos, demonstraram uma maior propensão a confiar nas instituições em geral. Em contrapartida, a população com 60 anos ou mais concentrou os maiores níveis de confiança nas relações pessoais, especialmente no âmbito familiar. M árcia Cavallari, diretora da Ipsos-Ipec, ressalta que "o Brasil não é um país sem confiança", mas o desafio reside em "ampliar essa confiança para a esfera institucional e política".