Forças americanas realizam ofensiva em solo iraniano As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a realização de ataques retaliatórios contra o Irã na noite desta quarta-feira (29). A ação, que marcou a primeira ofensiva em território iraniano em quase uma semana, começou por volta das 20h00 no horário leste dos EUA (21h00 em Brasília). Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), os bombardeios foram uma resposta direta às tentativas de ataque iranianas contra forças americanas estacionadas no Oriente Médio. Locais dos ataques no Irã e declarações oficiais A mídia estatal iraniana reportou que os ataques americanos atingiram áreas próximas à ilha de Qeshm e à cidade de Abadan. Ahmad Nafisi, vice-governador da província de Hormozgan, no sul do país, informou que um ponto perto de Qeshm foi atacado por militares americanos. Já a agência de notícias Fars, citando o vice-governador de Khuzistão, relatou ataques com mísseis em pontos ao redor de Abadan, referindo-se aos EUA como um "inimigo terrorista". Trump intensifica ameaças e Irã ataca a Jordânia As ações americanas ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado atacar o Irã "com força" e "acabar com a raça deles", em resposta a uma ofensiva com cinco mísseis disparados pela Guarda Revolucionária Islâmica contra bases americanas na Jordânia. O Centcom confirmou a interceptação de um "ataque surpresa" na região. As forças jordanianas relataram que os mísseis foram "interceptados e destruídos". A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, reivindicou o disparo de mísseis balísticos contra a Base Aérea Muwaffaq Salti e o quartel-general do Centcom na Jordânia, além de ter anunciado a interceptação de três petroleiros no Estreito de Ormuz, afirmando ter "controle total" da rota marítima. Retomada de confrontos e escalada de tensões A troca de fogo rompeu uma breve pausa nos bombardeios que havia se iniciado na sexta-feira (24). Relatos da mídia estatal iraniana também indicaram ataques americanos contra Piranshahr, cidade no noroeste do país, onde a Arábia Saudita teria se juntado aos EUA em bombardeios contra milícias iraquianas apoiadas pelo Irã. A escalada de tensões reacende preocupações sobre a estabilidade na região do Oriente Médio.