Condenação após três anos de investigação A justiça dos Estados Unidos sentenciou Chase Cook, de 23 anos, à prisão perpétua pelo estupro e assassinato de sua ex-namorada, Madeline Bills, de apenas 18 anos. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28), mais de três anos após o crime, que chocou a comunidade de Oklahoma em abril de 2023. Cook foi declarado culpado de homicídio qualificado com premeditação, renunciou ao direito de recorrer e não terá a possibilidade de solicitar liberdade condicional. Detalhes macabros do crime revelados Segundo a investigação, Cook invadiu a residência da família de Madeline, escalando a cerca e adentrando o quarto onde a jovem morava, localizado em uma casa de hóspedes anexa à piscina. O mandado de prisão detalha que ele estuprou Madeline enquanto ela estava inconsciente e registrou a violência em seu telefone celular e outros dispositivos. A autópsia confirmou que a causa da morte foi estrangulamento. Imagens de câmeras de segurança registraram Cook pulando a cerca da propriedade diversas vezes durante a madrugada, corroborando a narrativa da invasão. Evidências contundentes levaram à prisão A polícia apreendeu o carro, roupas, amostras de DNA e o celular do acusado, onde foram encontrados vídeos da noite do crime. Inicialmente, Cook tentou desviar a investigação alegando estar no Texas para treinamento da Marinha, mas as provas apresentadas demonstraram sua presença em Oklahoma no momento do assassinato. Ele foi preso pouco mais de uma semana após o crime, durante seu treinamento na Estação Naval Great Lakes, próxima a Chicago. Medo da vítima e impacto na comunidade Antes de sua morte, Madeline havia expressado preocupação com o comportamento de Chase e considerava retornar à residência principal da família. O tenente Wes Yost, da polícia de Moore, relatou que a jovem havia compartilhado seu medo com amigos, mas nenhuma denúncia formal foi registrada. Madeline Bills era uma atleta promissora no basquete da Moore High School, com excelentes notas e prestes a se formar com honras. Integrante da Tribo Osage, ela já havia assinado uma carta de intenção para jogar basquete universitário. Em nota, a família expressou a dor da perda: "O vazio que ela deixa é sentido em cada canto de nossas vidas, nas lembranças silenciosas que doem ao recordar e no futuro que ela nunca terá". Além da prisão perpétua pelo homicídio, Cook recebeu sentenças de 20 anos por posse de contrabando na prisão e seis meses por agressão, com as penas cumpridas simultaneamente.