Um adeus incerto após a derrota na Copa do Mundo A derrota da Argentina por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 pode ter marcado o último capítulo de Lionel Messi com a camisa da seleção em um Mundial. Aos 39 anos, o capitão argentino ainda não anunciou sua aposentadoria internacional, mas o futuro da sua participação no torneio máximo do futebol está cercado de incertezas após a sua sexta participação. Números e legado de um ídolo Caso confirme a despedida, Messi encerra sua trajetória pela Argentina com números que o colocam entre os maiores da história do país. São 207 partidas, 125 gols, um título mundial, duas conquistas da Copa América e uma Finalíssima. Além disso, ele protagonizou a transformação da seleção, que passou de sucessivas frustrações ao ciclo mais vitorioso de sua história recente. Na decisão contra a Espanha, o camisa 10 teve uma atuação discreta. Bem marcado durante praticamente toda a partida, encontrou poucos espaços para criar jogadas e passou boa parte do tempo distante da área adversária. Sempre tratado como a principal ameaça argentina, acabou neutralizado pelo sistema defensivo espanhol e não conseguiu mudar o rumo da decisão. O futuro: Copa América como objetivo plausível? Aos 39 anos, Messi dificilmente chegaria à Copa do Mundo de 2030 em condições de disputar o torneio em alto nível. A Copa América de 2028, por outro lado, surge como um objetivo mais plausível caso o atacante decida prolongar a carreira internacional. A permanência dependerá de sua condição física e do desempenho nas próximas temporadas pelo Inter Miami. Recordes e superação na trajetória albiceleste A campanha nos Estados Unidos também ampliou sua coleção de recordes. Messi disputou a sexta Copa do Mundo de sua carreira, marca que divide com Cristiano Ronaldo, e chegou a assumir a liderança entre os maiores artilheiros da história do torneio. Durante a competição, ultrapassou Miroslav Klose, mas acabou superado por Kylian Mbappé, que encerrou o Mundial com 22 gols, um a mais que o argentino. A história de Messi com a Albiceleste, no entanto, foi marcada por muito mais do que títulos. Após estrear em Copas em 2006, viveu anos de cobranças e frustrações, acumulando derrotas nas finais da Copa América de 2007, 2015 e 2016, além do vice para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Depois da terceira derrota consecutiva na Copa América, chegou a anunciar a aposentadoria da seleção. A decisão, porém, durou pouco. Convencido a retornar, encontrou em Lionel Scaloni um ambiente que lhe permitiu voltar a render em alto nível. A virada começou com o título da Copa América de 2021, no Maracanã, passou pela conquista da Finalíssima diante da Itália e atingiu o ápice com o título da Copa do Mundo de 2022, no Catar, encerrando a principal lacuna de sua carreira.