CEO do Grammy lamenta ausência do BTS e explica nova categoria O CEO do Grammy Awards, Harvey Mason Jr., expressou tristeza pela decisão do grupo de K-pop BTS em não participar da próxima premiação. A declaração surge após o anúncio do boygroup sul-coreano de que não submeterá sua música ao processo do Grammy, citando a criação de uma nova categoria que, segundo eles, pode levar à "divisão por regiões ou idiomas". Nova categoria busca celebrar a diversidade da música pop asiática Harvey Mason Jr. esclareceu que a categoria "Melhor Performance de Música Pop Asiática" foi concebida com o intuito de "celebrar a profundidade, diversidade e o crescimento" da música pop proveniente da Ásia. A novidade permitirá a concorrência de grupos de K-pop, J-pop e C-pop, desde que utilizem "significativo de um ou mais idiomas asiáticos". "O objetivo dessa nova categoria é dar um destaque dedicado a esses importantes artistas. Mais categorias significam que o trabalho de mais artistas será reconhecido. A intenção nunca foi dividir, mas ampliar quem é reconhecido", afirmou Mason Jr. em nota oficial. Nomeações em categorias de gênero não impedem participação nas categorias gerais O CEO da Academia de Gravação também destacou que a nomeação em uma categoria de gênero específico, como Pop Asiático, Jazz ou Country, não impede que os artistas concorram às categorias gerais de prestígio, como Gravação do Ano, Álbum do Ano e Canção do Ano. "O reconhecimento em uma categoria de gênero e o reconhecimento nas categorias do Campo Geral não são mutuamente exclusivos. Um artista pode, sem dúvida, concorrer em ambas", explicou. Ele ressaltou que o compromisso da Academia é "servir a música e a todas as pessoas que a fazem", buscando ampliar o alcance do prêmio para votantes e concorrentes globais. BTS expressa desejo por música sem barreiras regionais ou linguísticas Em seu comunicado, o BTS havia expressado o desejo de que sua música fosse "ouvida e amada por si só", sem ser "dividida por regiões ou idiomas". O grupo agradeceu o apoio dos fãs, os ARMYs, e de todos que os acompanham. A decisão do grupo sul-coreano gerou repercussão na comunidade musical, levantando debates sobre representatividade e reconhecimento em premiações internacionais.