Haddad ataca apoio de Tarcísio a Trump O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), aproveitou o recente anúncio de novo tarifaço pelo governo americano para criticar o apoio declarado de seu principal adversário político, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Donald Trump. Haddad atribuiu a medida econômica à animosidade política fomentada pelo bolsonarismo, isentando de responsabilidade o governo do presidente Lula. Apelo por reavaliação e autocrítica "Espero que o Tarcísio reavalie a sua posição de apoio ao governo dos Estados Unidos. Ele tem que reavaliar e fazer uma autocrítica, por ter sido ingênuo de imaginar que um outro país fosse defender os nossos interesses. Foi uma ingenuidade muito grande", declarou Haddad durante agendas no interior do estado de São Paulo. O petista argumentou que o Brasil não está em conflito com os americanos, mas sim com o "governo Trump que tem problemas conosco", e ressaltou o histórico de déficit brasileiro na balança comercial com os EUA. Déficit comercial e impacto em São Paulo "O Brasil precisa estar unido para dar uma resposta a essa agressão completamente gratuita ao nosso país, que tem um déficit com o governo americano há 15 anos. São mais de 400 bilhões de dólares de déficit acumulado. Por que os Estados Unidos estão atacando o Pix e a produção? O estado mais afetado pelo tarifaço do Trump é São Paulo", acrescentou o pré-candidato petista, enfatizando o impacto direto na economia paulista. Estratégia eleitoral e contra-ataques Ainda sem declarações públicas sobre o tema, Tarcísio de Freitas vê o PT apostar que a postura protecionista de Trump possa desgastá-lo no estado, espelhando pesquisas que pesam contra figuras ligadas ao bolsonarismo. Em contrapartida, aliados de Bolsonaro e outros candidatos de direita buscam associar o tarifaço ao governo Lula. Flávio Bolsonaro compartilhou mensagens de aliados americanos responsabilizando o presidente brasileiro, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) criticou a suposta falta de capacidade de diálogo de Lula.