Crise Financeira Agrava Situação da Saúde no DF O Distrito Federal enfrenta uma grave crise financeira e administrativa que se reflete diretamente na saúde pública. Hospitais da capital federal se tornaram palco de um cenário alarmante, com pacientes internados em cadeiras de rodas nos corredores e uma série de mortes que levantam sérias questões sobre negligência na rede pública. Três Mortes em Três Dias Acendem Alerta Nos últimos dias, a superlotação nas unidades de emergência resultou em pelo menos três óbitos por suposta negligência. Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, faleceu durante o parto no Hospital de Samambaia na última sexta-feira (10). No domingo (12), Rodrigo Resende Prado, 46 anos, morreu na calçada em frente ao Hospital de Base, em Brasília. Na segunda-feira (13), Maria Aparecida Galdino dos Santos, 25 anos, também morreu durante o parto no Hospital Regional de Samambaia. Governadora Admite Sucateamento e Falta de Médicos Diante da gravidade da situação, a governadora Celina Leão admitiu o sucateamento dos serviços de saúde e a falta de médicos na rede pública. "Há sim um sucateamento na falta de médicos na rede pública. A gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais", declarou Leão, prometendo melhorias. No entanto, as denúncias indicam que o cenário continua a piorar. Relatos Chocantes de Descaso em Hospitais Fontes do Hospital de Base, uma das principais emergências de Brasília, relatam casos que ilustram o colapso. Um aposentado de 75 anos, com suspeita de câncer, foi liberado por falta de leito e retornou dias depois em estado grave, internado em uma cadeira de rodas por falta de macas. A situação é descrita como não isolada, evidenciando um colapso generalizado na saúde pública do DF, que pode se agravar com planos que visam salvar o Banco Regional de Brasília.