Frustração e Análise Crítica Pós-Eliminação A derrota por 2 a 0 para o México, que selou a eliminação do Equador na fase de 32 avos de final da Copa do Mundo, gerou um clima de profunda frustração no país. A imprensa equatoriana reagiu com críticas contundentes à atuação da equipe comandada por Sebastián Beccacece, destacando falhas defensivas e abrindo um debate urgente sobre a necessidade de reconstrução visando o Mundial de 2030. "Não houve Aztecazo!": Jornais Expõem Decepção O jornal El Universo resumiu a decepção com a manchete "Não houve Aztecazo!", referindo-se à expectativa frustrada de que o Equador pudesse surpreender o México em pleno Estádio Azteca. A análise da partida apontou que a seleção equatoriana apresentou um desempenho significativamente inferior ao demonstrado anteriormente contra a Alemanha. Os mexicanos dominaram os minutos iniciais, exploraram as fragilidades defensivas e garantiram a vitória com gols de Julián Quiñones e Raúl Jiménez. O veículo também ressaltou o apagão de jogadores decisivos na classificação, como Gonzalo Plata, Nilson Angulo e Enner Valencia, no duelo crucial. A expulsão de Piero Hincapié nos acréscimos, por sua vez, encerrou uma Copa considerada decepcionante para o defensor, um dos expoentes da geração equatoriana. "Mais Perguntas do que Respostas": Início de um Novo Ciclo O Diario La Hora adotou um tom ainda mais crítico, declarando que a eliminação marca o fim de um ciclo. "A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim para o Equador, e agora começa um novo capítulo", escreveu o jornal, avaliando que a campanha deixou "mais perguntas do que respostas" para uma equipe que sofreu quatro gols e marcou apenas dois no torneio. A publicação enfatizou que o primeiro desafio da Federação Equatoriana será definir o futuro da comissão técnica, uma vez que o contrato de Sebastián Beccacece terminou com a participação na Copa, e sua permanência é incerta. Fim de uma Geração e Retrospecto Desfavorável Além da possível troca de treinador, a imprensa local vislumbra o fim de uma geração importante. O atacante Enner Valencia, aos 36 anos e maior artilheiro da história da seleção, e o goleiro Hernán Galíndez, de 39 anos, dificilmente terão outra oportunidade em Copas do Mundo. O Diario La Hora também trouxe à tona o retrospecto desfavorável contra o México, lembrando que a eliminação atual ocorre mais de três décadas após a semifinal da Copa América de 1993, ampliando a histórica vantagem mexicana no confronto direto entre as seleções.