Fãs formam filas para evento em Kashar Na cidade de Kashar, na Albânia, fãs do rapper americano Kanye West, conhecido também como Ye, formaram filas neste sábado (11) para adquirir produtos oficiais antes de sua apresentação. O show ocorreu em um estádio improvisado, construído especialmente para a ocasião. A aparição do artista acontece após ter tido shows cancelados em outros países europeus durante o verão, devido a declarações polêmicas que incluíam elogios a Adolf Hitler e conteúdo com teor nazista. Governo albanês defende investimento milionário O governo da Albânia investiu quatro milhões de euros (aproximadamente US$ 4,56 milhões) na realização do concerto. O primeiro-ministro Edi Rama tem enfrentado críticas e pedidos de renúncia em meio à indignação pública causada pelo evento. Rama justificou a decisão afirmando que o objetivo era evitar o constrangimento de um cancelamento, especialmente com a expectativa de quase 25 mil pessoas vindas de fora do país para assistir a Ye. Impacto econômico versus prioridades nacionais O primeiro-ministro albanês defendeu o gasto público, argumentando que o concerto tem potencial para gerar pelo menos 100 milhões de euros em receitas, impulsionado por um aumento repentino nas reservas de hospedagem. No entanto, muitos cidadãos albaneses criticaram o governo por destinar verba pública a um show enquanto as necessidades básicas da população são ignoradas. Comentários nas redes sociais expressaram vergonha por acolher um artista com admiração por Hitler e questionaram o uso do dinheiro público. Protestos e controvérsias em torno de projetos de desenvolvimento Paralelamente à organização do show, protestos diários têm acontecido em Tirana há mais de um mês. Inicialmente desencadeados por planos de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA Donald Trump, para a construção de um resort de luxo, os manifestantes expandiram suas denúncias para outros projetos de desenvolvimento costeiro próximos a áreas protegidas. As manifestações também exigem a renúncia de Rama, com acusações de corrupção que o primeiro-ministro nega.