Avanço chinês e a resposta americana A aproximação do Peru com a China, iniciada há 35 anos durante a primeira visita de Alberto Fujimori a Pequim, marcou um ponto de virada nas relações entre a América Latina e as potências globais. Esse realinhamento, que Washington ainda busca reverter, coloca o governo de Donald Trump diante de um novo desafio: a eleição de Keiko Fujimori no Peru. Sua trajetória e propostas indicam um caminho de pragmatismo, que pode tanto aproximá-la dos Estados Unidos quanto manter laços comerciais com a China. Keiko Fujimori: entre Washington e Pequim Formada nos Estados Unidos e eleita com uma plataforma focada em políticas pró-mercado e combate ao crime, Keiko Fujimori sinaliza uma possível aproximação com Washington. No entanto, ela também demonstra cautela ao rejeitar um "alinhamento automático com qualquer potência". Sua declaração de defender uma posição "estrategicamente equilibrada" entre China e EUA sugere uma abordagem pragmática herdada da política externa peruana. O legado de Fujimori e o futuro das alianças A eleição de Keiko Fujimori em um cenário de crescente influência chinesa na região coloca em evidência o legado de seu pai. A estratégia de equilibrar relações com as duas maiores economias do mundo será crucial para o Peru. Analistas apontam que essa postura pragmática tem sido uma constante na política externa peruana, indicando que Keiko poderá navegar com habilidade entre os interesses americanos e chineses, buscando o melhor para o seu país. Um equilíbrio delicado para a América Latina O governo Trump tem intensificado seus esforços para reafirmar a predominância americana na América Latina, mas a ascensão de figuras como Keiko Fujimori, que buscam autonomia em suas relações exteriores, representa um obstáculo a essa estratégia. O Peru, sob sua liderança, pode se tornar um exemplo de como os países latino-americanos buscam um caminho próprio em meio às tensões geopolíticas globais, priorizando seus interesses econômicos e estratégicos sem se prender a um único bloco.