A gigante suíça do chocolate Lindt & Sprüngli enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos, movido por um escritório de advocacia dedicado aos direitos humanos. A acusação central é de que a empresa promove de forma enganosa suas iniciativas para combater o trabalho infantil nas regiões de Gana e Costa do Marfim, países cruciais para o fornecimento de cacau utilizado em seus produtos.Segundo a ação apresentada no Tribunal Distrital do Distrito de Columbia pelo escritório International Rights Advocates, a Lindt teria feito promessas públicas de estar empenhada em erradicar essa prática abusiva em sua cadeia de suprimentos e avançar em direção a um fornecimento de cacau responsável e sustentável. No entanto, a entidade alega que, na realidade, a empresa continua a se beneficiar economicamente do trabalho infantil, enquanto demonstra pouca ação efetiva para coibi-lo.A entidade, sediada em Washington, argumenta que a conduta da Lindt induz os consumidores ao erro, levando-os a acreditar em um compromisso ético que não se reflete nas práticas da empresa.O processo destaca a discrepância entre o discurso da Lindt sobre responsabilidade social e a realidade enfrentada por crianças nas plantações de cacau. A International Rights Advocates busca, com a ação judicial, expor e responsabilizar a empresa por suas alegadas práticas enganosas.