Lorena Comparato, 36, está no centro das atenções com sua interpretação de Elize Matsunaga no filme "Elize: Sombras de Uma Mulher", que estreou na Netflix na última quarta-feira (22). A produção, que explora a ficção sobre os eventos que antecederam o assassinato de Marcos Matsunaga, herdeiro da Yoki, levou a atriz a um intenso trabalho de preparação, que incluiu cuidados com a saúde mental. Cuidado com a saúde mental e apoio profissional Em entrevista à CNN Brasil, Lorena Comparato compartilhou que o processo de imersão na personagem exigiu um acompanhamento psicológico dedicado. "Eu fiz terapia para mim, fiz terapia para a personagem da Elize para poder me preparar", revelou a atriz, destacando a importância de cuidar do bem-estar durante um projeto tão denso. Além disso, a atriz contou com o suporte de uma coordenadora de intimidade, que auxiliou não apenas nas cenas mais sensíveis, mas também na navegação pela complexidade emocional da história. O papel da família e da pesquisa O apoio de Bianca Comparato, irmã e também atriz, foi fundamental. Bianca, que interpreta Ana Carolina Jatobá na série "Tremembé", demonstrou grande preocupação com o estado de Lorena durante as filmagens. "Ela ficou muito cuidadosa comigo, com a minha saúde. Então ela perguntou muito se eu estava bem, se eu estava dormindo, se eu estava comendo bem", contou Lorena. A atriz também se dedicou a uma pesquisa pessoal aprofundada sobre a vida de Elize Matsunaga, que se estendeu por muitos meses antes mesmo da confirmação do papel. Ficção baseada em fatos: o processo criativo dos roteiristas Os roteiristas Raphael Montes e Mariana Torres explicaram que "Elize: Sombras de Uma Mulher" é uma obra de ficção construída a partir de elementos reais. A pesquisa envolveu autos do processo judicial, documentários e conversas com pessoas próximas a Elize e ao caso. "Quando a gente vai contar uma história de ficção baseada numa história real, o primeiro passo, eu acredito, é pesquisar e se municiar de tudo o que realmente a gente tem de informação real", afirmou Montes. Eles destacaram o desafio de imaginar diálogos e cenas, utilizando fatos conhecidos, como a existência de um quarto de armas e o apreço por caça, para preencher os vazios narrativos de forma coesa e respeitosa com a realidade. Um equilíbrio entre realidade e imaginação O objetivo, segundo Montes, foi criar uma "união saudável entre o que realmente aconteceu e imaginar". A equipe buscou costurar a narrativa, baseando-se firmemente nos fatos conhecidos para construir um retrato complexo e multifacetado de Elize Matsunaga, evitando invenções gratuitas e mantendo a integridade da história.