Desvio Milionário na Caixa: Advogados e Contraventores Atuavam em Esquema A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Infiltrados, com o objetivo de desarticular uma sofisticada organização criminosa que teria desviado aproximadamente R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal. As investigações apontam para a participação de advogados, servidores públicos e contraventores na execução e proteção do esquema. Estrutura Criminosa para Obstruir Investigações Segundo a PF, o grupo não apenas realizava a subtração eletrônica de valores, mas também estabeleceu uma estrutura complexa para dificultar a descoberta das fraudes. Advogados e servidores públicos teriam atuado para embaraçar apurações, vazar informações sigilosas e corromper agentes públicos, permitindo que os criminosos monitorassem o andamento das investigações e antecipassem ações das autoridades. Papel dos Contraventores e Acesso a Dados Sigilosos A participação de contraventores na organização é um ponto crucial destacado pela investigação. Eles teriam fornecido suporte ao grupo, facilitando a corrupção de servidores e a contratação de advogados, criando assim uma rede de proteção. O acesso ilícito a dados sigilosos foi um dos mecanismos centrais para a manutenção das fraudes e para dificultar a responsabilização dos envolvidos. Objetivos da Operação e Crimes Investigados A operação desta terça-feira visa coletar novas provas, identificar outros participantes do esquema e aprofundar a investigação sobre a atuação de cada membro da organização. Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, obstrução de justiça e violação de sigilo funcional, além de outros delitos que possam surgir durante o processo. Cerca de 120 policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão em diversos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo, com o apoio do Ministério Público Federal.