Foco em Crédito Subsidiado O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o novo pacote de socorro para empresas brasileiras afetadas pelo recente tarifaço dos Estados Unidos tende a ser de menor magnitude em comparação com as medidas anteriores. Segundo Durigan, o programa, denominado 'Brasil Soberano', deverá concentrar-se em linhas de crédito com juros subsidiados. Diferentemente do plano lançado em agosto do ano passado, que incluía diferimento de impostos e facilitação de compras públicas, a nova iniciativa terá um escopo mais restrito e um volume financeiro mais modesto. Impacto Fiscal e Metas Cumpridas Durigan enfatizou que a extensão do Plano Brasil Soberano será realizada com responsabilidade fiscal, garantindo o cumprimento das metas e compromissos estabelecidos anteriormente. "O mercado pode ficar tranquilo com isso. As metas, os compromissos fiscais estabelecidos antes de guerra e antes de tarifaço serão cumpridos, apesar da interferência externa", assegurou o ministro. Ele também indicou que o reforço nas linhas de apoio, que já foram "testadas", poderá estar disponível no início de agosto, antes mesmo da entrada em vigor do tarifaço em 22 de julho. Setores Afetados e Próximos Passos O Ministro Elias Rosa destacou que a prioridade do governo é atender os setores mais atingidos pelo tarifaço, que incluem madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. "Esses setores poderão contar com a ajuda do governo federal de diferentes modos", afirmou Rosa. Ele também mencionou que, além da nova fase do Brasil Soberano, o governo apoiará esses setores na busca por novos mercados internacionais. Reuniões com os setores afetados, lideradas pelo MDIC, estão previstas para começar na próxima segunda-feira, com o objetivo de calibrar as medidas de apoio. Comparativo com Medidas Anteriores No ano passado, o pacote de socorro gerou um impacto primário de R$ 9,5 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões destinados a fundos garantidores para facilitar o acesso de pequenas e médias empresas a uma linha de crédito de R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia a Exportações (FGE). Neste ano, o governo reforçou em R$ 15 bilhões adicionais o FGE. "A perspectiva é de que tenhamos linhas de financiamento, não mais do que isso, e em um volume menor do que já foi feito no passado, até porque teve mais exceção dessa vez", explicou Durigan, referindo-se aos produtos que foram poupados da taxa de 25% anunciada pela Casa Branca.