Pastor Acusa ChatGPT de Negligência Médica e Exercício Ilegal da Profissão Um pastor da Flórida, identificado como Scott Winters, entrou com um processo contra a OpenAI, alegando que o ChatGPT, seu popular chatbot de inteligência artificial, forneceu recomendações médicas perigosas que o levaram a atrasar o tratamento de uma embolia pulmonar potencialmente fatal. A ação judicial, apresentada no Tribunal Superior da Califórnia, em São Francisco, acusa a empresa e seu CEO, Sam Altman, de negligência e de "exercício não autorizado da medicina". Chatbot Encorajou a Ignorar Sintomas e Buscar Ajuda Divina De acordo com a ação, o ChatGPT assegurou a Winters que os sinais de alerta de sua crise de saúde "não eram algo perigoso" e o desencorajou ativamente a procurar atendimento médico. Em uma interação preocupante, o chatbot teria instruído o pastor a confiar que "Deus não projetou seu corpo para falhar incessantemente", minimizando a gravidade de seus sintomas. O processo detalha episódios em que o chatbot ofereceu diagnósticos e planos de tratamento, além de incentivar Winters a ignorar os apelos de amigos e familiares para que buscasse ajuda profissional. Processo Destaca Riscos da IA em Questões de Saúde O caso levanta sérias questões sobre a responsabilidade de empresas de tecnologia por conselhos gerados por suas inteligências artificiais, especialmente em áreas sensíveis como a saúde. A alegação de que o ChatGPT induziu o pastor a negligenciar sintomas graves de uma condição médica séria destaca os potenciais perigos da dependência de IA para diagnósticos e orientações médicas sem a supervisão de profissionais qualificados. A OpenAI ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo.