Segurança em Primeiro Lugar? O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou por não utilizar o recém-adquirido Boeing 747, apelidado de "novo Air Force One" e presenteado pelo Catar, para seu retorno a Washington após a cúpula da OTAN na Turquia. A aeronave, que o transportou para Ancara, foi substituída por outro avião presidencial para a viagem de volta. Trump declarou que o novo avião faria um tour pela Europa para que "os soldados o vejam, porque é realmente magnífico", mas manteve-se vago sobre os motivos da mudança. O Novo "Palácio no Céu" e suas Críticas O Boeing 747, avaliado em US$ 400 milhões, gerou controvérsia desde o início, principalmente devido às regras constitucionais americanas que proíbem o presidente de receber presentes de governos estrangeiros sem o consentimento do Congresso. Especialistas em segurança apontam que, mesmo após recondicionamento pelo Exército americano, a aeronave de treze anos de idade, originalmente pertencente a outro governo, pode não oferecer o mesmo nível de segurança integrado ao antigo Air Force One. Tecnologia e Vulnerabilidades Diferentemente do tradicional Air Force One, projetado para resistir a ameaças extremas como pulso eletromagnético de detonação nuclear, o avião catari carece de sistemas avançados como sensores infravermelhos, lança-chamas e bloqueadores eletrônicos de última geração. Essas vulnerabilidades levaram o Pentágono a considerar restrições de rota para a aeronave, incluindo o uso de caças como escolta, quando Trump aceitou o polêmico presente. O Serviço Secreto e a Decisão Final Segundo o jornal The New York Times, a troca de aeronave foi motivada por questões de segurança, a pedido do Serviço Secreto. A rápida adaptação da aeronave doada pelo Catar para atender às exigências presidenciais pode não ter sido suficiente para garantir todas as tecnologias de proteção presentes no avião original, levando à decisão de utilizar um meio de transporte mais seguro para o retorno do presidente.