Decisão Histórica Após Quase Quatro Décadas Maria Pearson, 70 anos, britânica que se tornou a mulher a cumprir a pena mais longa em uma prisão da Grã-Bretanha, está a caminho da liberdade. Após quase 40 anos detida, a Comissão de Liberdade Condicional determinou que ela não representa mais um risco significativo para a população. A decisão foi anunciada após a décima análise do caso, com audiências realizadas em janeiro e maio deste ano. O Crime e a Condenação Pearson foi presa em 1987 pelo assassinato de Janet Newton, de 23 anos. Na época, Pearson tinha 31 anos e matou Newton, que havia iniciado um relacionamento com seu ex-marido, Malcolm Pearson. O crime ocorreu em Hartlepool, onde Pearson esfaqueou Newton 17 vezes. Sua sentença foi de prisão perpétua, com um período mínimo de 12 anos, que se completou em outubro de 1998. No entanto, ela permaneceu encarcerada por mais de duas décadas devido a sucessivas negativas de liberdade condicional. Avaliação da Comissão de Liberdade Condicional Em comunicado oficial, a Comissão de Liberdade Condicional descreveu a análise do caso como "bastante equilibrada". O painel concluiu que "a Sra. Pearson atendia aos requisitos para ser libertada" e que a prisão "não era mais necessária para a proteção do público". A avaliação final indica que ela representa apenas um risco mínimo de cometer novos crimes graves. A liberação virá com uma série de condições rigorosas, incluindo um endereço fixo determinado, toque de recolher, uso de tornozeleira eletrônica por um ano e restrições de contato com a família da vítima. Contexto do Crime e Mudança de Avaliação O relacionamento de Pearson com o ex-marido, Malcolm Pearson, foi descrito como "intenso e tempestuoso". Após a separação, ele iniciou o relacionamento com Janet Newton, buscando anular o casamento. Temendo perder sua casa e a guarda do filho, Pearson passou a perseguir Newton, culminando no assassinato. O juiz da época classificou o crime como "cruel e perverso", e Pearson foi considerada "obsessiva e ciumenta". A decisão atual contrasta com avaliações anteriores, de 2022 e 2023, quando a gravidade do homicídio e seu comportamento em custódia levaram à conclusão de que ela ainda representava perigo para a sociedade.