Salah entra para seleta galeria de cobradores de cavadinha em Copas Mohamed Salah adicionou seu nome a um capítulo especial na história das Copas do Mundo ao executar uma 'cavadinha' em uma cobrança de pênalti decisiva contra a Austrália. O lance, conhecido mundialmente como 'Panenka', exige extrema frieza e precisão, onde o cobrador espera o goleiro se mover para tocar a bola por cobertura, geralmente no centro do gol. A ousadia de Salah foi coroada com sucesso, ajudando o Egito a vencer nos pênaltis e avançar na competição. A origem do nome e a arte da 'Panenka' O gesto que virou sinônimo de Antonín Panenka, meia tchecoslovaco que imortalizou a cobrança na final da Eurocopa de 1976 contra a Alemanha Ocidental, é uma demonstração de coragem e controle emocional. Apesar de ter dado nome à técnica, Panenka não a executou em nenhuma Copa do Mundo. A 'cavadinha' em uma disputa de pênaltis de Mundial aumenta significativamente o risco, podendo levar tanto à consagração quanto a um profundo vexame. Loco Abreu e Hakimi: momentos marcantes em Copas Entre as 'cavadinhas' mais memoráveis em disputas de pênaltis de Copa, destaca-se a de Sebastián 'Loco' Abreu. Nas quartas de final de 2010, contra Gana, o uruguaio garantiu a classificação do Uruguai para as semifinais com um toque sutil por cobertura, um lance ainda mais épico considerando que Asamoah Gyan havia perdido um pênalti crucial no último instante da prorrogação. Mais recentemente, Achraf Hakimi, nas oitavas de final da Copa de 2022, selou a eliminação da Espanha com uma 'Panenka', levando Marrocos às quartas de final pela primeira vez. O gesto teve um peso simbólico adicional, pois Hakimi nasceu em Madri e foi formado no futebol espanhol. Zidane: a 'cavadinha' em sua despedida épica Fora do contexto de disputas de pênaltis, a 'cavadinha' mais icônica em Copas pertence a Zinedine Zidane. Na final de 2006, contra a Itália, o craque francês surpreendeu Gianluigi Buffon com uma bola por cima que, após tocar o travessão, balançou as redes. Foi uma 'Panenka' em uma final de Copa do Mundo, no último jogo de sua carreira e diante de um dos maiores goleiros da história, um lance que se tornou lendário. Um gesto de risco e glória Ao optar pela 'cavadinha' em um momento de alta tensão, Salah se juntou a um grupo seleto de atletas que transformam a pressão em demonstrações de habilidade e audácia. Em Copas do Mundo, a execução dessa técnica em disputas de pênaltis carrega um peso ainda maior: quando bem-sucedida, resulta em uma imagem histórica; quando falha, torna-se uma lembrança difícil de apagar.