Relação marcada por conflitos O síndico do prédio onde residiam a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, classificou a relação do casal como uma "bomba-relógio". Michele foi encontrada morta em seu apartamento na noite de segunda-feira (20), levada ao Hospital Odilon Behrens pelo companheiro, já sem vida e com sinais de violência. Eduardo foi preso em flagrante sob suspeita de envolvimento na morte. Vizinhos relatam medo de desfecho trágico Em entrevista à rádio Itatiaia nesta terça-feira (21), o síndico Dirceu Oliveira afirmou que o casal brigava constantemente. Segundo ele, muitos vizinhos já temiam um desfecho trágico para a relação, pois era comum ouvir discussões e gritos vindos do apartamento, principalmente do sargento. "Não só eu, mas grande parte dos vizinhos já esperava que era uma bomba-relógio. Que, a qualquer momento, ia acontecer um fato como ocorreu", declarou Dirceu. Personalidades distintas e festas barulhentas O síndico descreveu Michele como uma pessoa que parecia ter "vergonha de qualquer tipo de conflito, de barulho, de briga", sempre falando em tom baixo. Em contraste, Eduardo era descrito como "mais explosivo". Dirceu Oliveira também mencionou que o casal costumava promover festas no apartamento, as quais frequentemente geravam reclamações dos vizinhos devido ao barulho em horários inadequados. Lamento pela perda de uma vida Dirceu Oliveira expressou o sentimento de pesar diante do ocorrido. "A gente fica muito sentido com tudo porque é uma vida, uma pessoa que, com a gente, era muito agradável. A gente nunca gostaria que isso acontecesse com alguém, ainda mais justamente no nosso prédio", disse o síndico, ressaltando a tristeza pela trágica morte da capitã.