Soninha Francine se lança ao Senado com apoio velado de Tarcísio A Federação PSDB-Cidadania deve oficializar nesta terça-feira (28) a candidatura de Soninha Francine, ex-vereadora e ex-secretária municipal de Direitos Humanos de São Paulo, a uma das vagas ao Senado. A decisão, que nos bastidores conta com a não oposição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), é vista como uma estratégia para fragmentar o eleitorado e enfraquecer as candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram as pesquisas para o mesmo cargo. Estratégia visa atrair eleitorado de centro e dividir votos Apesar de Tarcísio apoiar uma chapa bolsonarista no estado, com o deputado estadual André do Prado (PL) e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), a candidatura de Soninha é pensada para ocupar um espaço de centro. Fontes ligadas ao governador indicam que ela não disputaria votos da direita, mas sim atrairia eleitores mais moderados, potencialmente tirando votos de Simone e Marina, ambas ligadas ao governo Lula. Soninha se define como de esquerda não radical e elogia Tarcísio Jornalista e ex-VJ da MTV, Soninha Francine tem um histórico político diversificado, com passagens pelo PT, por onde foi vereadora, e por cargos na gestão municipal e estadual. Em entrevista, ela se declarou de esquerda, mas ressaltou não ser radical, elogiando medidas de Tarcísio em áreas como assistência social e saúde. Apesar de ter votado em Lula no segundo turno em 2022 para evitar a eleição de Bolsonaro, Soninha vê qualidades na gestão atual e acredita que o cargo de senador lhe dará menos frustrações políticas. PSDB-Cidadania aposta em "mulher com a cara de São Paulo" para o Senado Alex Manente, presidente nacional do Cidadania, confirmou que a candidatura de Soninha está fechada dentro da federação e que o governador Tarcísio foi informado e não se opôs. Ele acredita que Soninha pode crescer no eleitorado de centro como uma "mulher com a cara de São Paulo", disputando um eleitorado semelhante ao dos candidatos de Tarcísio, mas se diferenciando por não ser explicitamente uma candidata de Lula. A federação também pode lançar uma segunda candidatura ao Senado pelo PSDB, caso haja viabilidade.